As inscrições serão recebidas nos dias 7 e 8 de maio. As candidaturas serão divulgadas até o dia 10 de maio.
Um debate geral está previsto para o dia 15 de maio; no dia 14 de maio, poderá haver debates por segmentos (docentes, estudantes de graduação, estudantes de pós-graduação e funcionários). O debate tem de ser solicitado à Comissão Eleitoral pelos representantes das categorias na Congregação da Faculdade.
A consulta será por meio eletrônico nos dias 20 e 21 de maio. O voto dos docentes tem peso de 3/5, o voto da categoria discente tem peso de 1/5, e o voto da categoria dos servidores técnico-administrativos, 1/5.
No dia 21 de maio, às 17 horas, está prevista a apuração dos votos e a divulgação do resultado.
A lista tríplice será encaminhada no dia 28 de junho. No dia 19 de agosto, a nova diretoria tomará posse.
Todos os professores, funcionários e estudantes de graduação e de pós-graduação da Faculdade podem votar.
A Comissão Eleitoral é presidida pela Profª Drª Mary Ann Foglio e composta pelos professores Catarina Raposo e Marcelo Lancellotti, pelos servidores técnico-administrativos Glauciane Clemente e Gustavo Teramatsu e pelos estudantes Matheus Augusto Germano (graduação) e Julia Soto Rizzato (pós-graduação).
Foi ar na sexta-feira, 3 de maio, edição do Globo Repórter sobre o uso medicinal da cannabis. A repórter Lilia Teles, que ouviu famílias e pacientes, participou, no último dia 29 de fevereiro, da primeira aula da disciplina CF070 — Cannabis Medicinal, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Unicamp, oferecida pelos professores João Ernesto de Carvalho, Priscila Gava Mazzola e José Luiz de Costa. Também esteve no Ciatox, onde foi recebida pelo professor José Luiz da Costa, que explicou a importância da colaboração com associações para o desenvolvimento de pesquisas.
A professora Priscila Gava Mazzola participou de uma live com a repórter Lilia Teles e com a jornalista Sandra Annenberg no dia 2 de maio.
Na sexta-feira, 3 de maio, foi ao ar no noticiário Jornal da EPTV 1ª Edição uma reportagem do jornalista Heitor Moreira sobre cannabis medicinal que ouviu a professora Priscila Gava Mazzola e as pesquisadoras Nicole Ferrari de Carvalho (estudante do terceiro ano de graduação em Farmácia), Juliana Feitoza Brasil (estudante do quarto ano de graduação em Farmácia) e Luíza Aparecida Luna Silvério (estudante de doutorado em Ciências Farmacêuticas), com destaque às formulações de canabidiol em desenvolvimento no Laboratório de Farmacotécnica e Cuidado em Saúde – LaFateCS: um adesivo transdérmico, uma emulsão via oral e um hidrogel.
Na tarde da última sexta, 26 de abril, a Unicamp recebeu visita do deputado estadual Eduardo Suplicy. O parlamentar conheceu as pesquisas sobre cannabis medicinal desenvolvidas no CIATox – Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas. Na ocasião, também esteve no PRATEA – Programa de Atenção aos Transtornos do Espectro do Autismo.
Acompanharam a visita ao CIATox, pela Unicamp, os professores Cláudio Saddy Rodrigues Coy, diretor da Faculdade de Ciências Médicas, José Luiz da Costa, professor associado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e coordenador-executivo do Centro, e José Barreto Campello Carvalheira, coordenador de assistência do Hospital de Clínicas. Participaram, ainda, a vereadora Paolla Miguel, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Câmara de Campinas, e Enor Carvalho, presidente da Associação Terapêutica Flor da Vida.
Além de conhecer o trabalho administrativo e de atendimento ao público do CIATox, o grupo verificou, nos laboratórios, o processo de análise da composição e teor dos canabinoides. O Centro atualmente realiza a avaliação de amostras provenientes de 21 associações que produzem medicamentos à base de cannabis, além de 10 pacientes que possuem habeas corpus para preparar seu próprio medicamento em casa.
Em dezembro de 2023, o CIATox foi contemplado por edital com valor de R$ 180 mil para pesquisas sobre controle de qualidade de produtos de cannabis medicinal no estado. O recurso virá através de emenda parlamentar, destinada pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Alesp, da qual Suplicy é o vice-coordenador.
“Estou muito impressionado com o cuidado e atenção dos profissionais do centro de toxicologia da Unicamp. Terei melhor condição de argumentar na Alesp e nas reuniões da Frente Parlamentar a respeito desse trabalho muito sério para efetivamente melhorar a qualidade de vida de pessoas com autismo, síndrome de Dravet e doenças como Alzheimer e Parkinson”, declara Suplicy, que também faz uso da cannabis medicinal.
Para Paolla, a parceria com o CIATox possibilita propor uma legislação em âmbito municipal. “Atualmente temos na Câmara dois projetos de lei sobre o uso da cannabis medicinal: de distribuição de medicamentos, para democratizar o acesso da rede municipal de saúde; e de fomento à pesquisa, que inclusive prevê o plantio em espaços como a Universidade”.
José Luiz da Costa avalia positivamente a visita dos parlamentares. “Mostramos nosso trabalho em prol de resguardar a saúde do paciente por meio do controle de qualidade desses medicamentos. Atualmente, o Programa de Pós-graduação em Farmacologia da FCM tem três teses de doutorado relacionadas ao tema, além de trabalho de extensão”. O coordenador-executivo do CIATox lembra que em 9 de maio ocorrerá Seminário internacional sobre uso medicinal de cannabis, realizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp (ProEC).
Na oportunidade, Suplicy conheceu ainda o PRATEA – Programa de Atenção aos Transtornos do Espectro do Autismo. A comitiva foi recebida pela coordenadora do Programa, professora Eloisa Valler Celeri. No final do dia, o parlamentar teve agenda com aula aberta no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH) sobre cannabis medicinal.
A comissão formada pelos professores doutores Marcelo Lancellotti, Alexandra Sawaya e Gislaine Ricci Leonardi indicou as teses de Isadora Carolina Betim Pavan e de Ana Thereza Fiori Duarte, respectivamente, para o Prêmio CAPES de Tese — Edição 2024 e para a Segunda Edição do Prêmio Tese Destaque da Unicamp.
A lista completa de indicadas nos últimos anos — são todas pesquisadoras mulheres — está a seguir.
Após a publicação no Jornal da Unicamp, a pesquisa de doutorado de Ingrid Mayara Cavalcante Trevisan, orientada pela professora Catarina Raposo, sobre o uso do veneno da aranha-armadeira para o tratamento do câncer de mama, tem repercutido em notícias divulgadas por diversos meios de comunicação.
A professora doutora Priscila Gava Mazzola, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, é a nova colunista do portal Sechat. A coluna será mensal. O primeiro texto — Canabidiol (CBD) na pele: uso tópico para saúde e bem-estar — foi publicado em 28 de abril.
A Sechat, liderada pelo médico neurocirurgião Pedro Antônio Pierro Neto, reúne profissionais relacionados ao uso medicinal da cannabis. O portal Sechat é o primeiro e principal portal do Brasil dedicado aos assuntos relacionados à cannabis medicinal, com destaque na cobertura dos temas de saúde, legislação e negócios.
O desafio era minimizar as várias queixas de um paciente com queimaduras usando uma única formulação farmacêutica. A pesquisadora Janaína Artem Ataide abraçou a ideia e lançou mão da nanotecnologia para desenvolver um gel associando três ativos de classes farmacêuticas diferentes. O estudo realizado por Ataide em seu doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, que também incluiu o uso de um extrato de oleaginosa nacional e ensaios para o reposicionamento da rifamicina, encontra-se em análise de patenteabilidade, a cargo da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp).
Janaína Artem Ataide
Graduada em Farmácia, Ataide afirma que ainda há um longo caminho a percorrer até a fórmula eventualmente chegar às prateleiras. Contudo, uma vez patenteada, as chances de isso acontecer aumentam, acredita Priscila Gava Mazzola, professora da FCF e orientadora da tese. “A pesquisa ganha o olhar de outro público científico, de pesquisadores de outros lugares, além dos nossos colegas. E pode chegar às empresas, para viabilizar a condução [da produção]. Torna-se mais viável bancar o custo da pesquisa fora da Universidade, porque há mais recursos e pode haver gente 100% focada no projeto. Portanto aumentam as chances de a pesquisa continuar”, avalia Mazzola.
Segundo Ataide, as etapas ainda necessárias para a fórmula resultar em um produto incluem, por exemplo, estudos em animais e em seres humanos. “São etapas que fogem da nossa expertise e que têm alto custo”, diz a pesquisadora. “A ciência se faz em colaboração”, escreveu Ataide em sua tese, citando a frase do professor de física Brian Keating, da Universidade da Califórnia (Estados Unidos). “Nenhum cientista vai a Estocolmo [Suécia] sozinho”, disse ele referindo-se ao Prêmio Nobel.
Uma das motivações da farmacêutica para se dedicar a uma formulação voltada a vítimas de queimaduras está no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, segundo o qual, no período de 2015 a 2020, foram registradas 19.772 mortes por queimaduras no Brasil (de causas térmicas ou elétricas, por agentes químicos, por geladura ou por radiação). As doenças de pele são a quarta causa mais comum de enfermidades humanas em todo o mundo. “Isso afeta quase um terço da população, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde [OMS], mas são dados muitas vezes subestimados. Isso é realmente assustador”, diz Ataide.
Com a formulação desenvolvida, o paciente pode usar um único produto durante o tratamento, ao invés de utilizar três ou quatro, evitando assim trocas ou reaplicações de medicamentos diferentes, defende a autora da pesquisa. “E acho que a principal vantagem está na eficiência do sistema nanoestruturado com ativos combinados na mesma formulação farmacêutica, além de se tratar de uma pesquisa nacional, com uso de extratos naturais brasileiros”, afirmou.
A pele é o órgão mais exposto do corpo humano, portanto o que corre mais riscos, explica Ataide. Esse órgão desempenha ainda a importante função de oferecer uma barreira protetiva. Por isso, é fundamental cuidar bem da saúde da pele. “A população precisa de medicamentos eficientes, seguros, de custo relativamente baixo e disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde [SUS]”, defende.
Desafios da nanotecnologia
Em seu mestrado, também sob a orientação de Mazzola, Ataide já havia usado a nanotecnologia. Aquela pesquisa, sobre uma enzima do abacaxi, resultou em uma patente. A farmacêutica trabalhou na época com a extração da proteína bromelina do complexo enzimático do abacaxi. “Tivemos muita dificuldade com a bromelina devido à falta de estabilidade. Veio então essa ideia de usar nanotecnologia para tentar estabilizar a proteína. Foi assim que a nanotecnologia entrou na minha vida”, lembra a pesquisadora. “Foi muito desafiador.”
“De fato tratou-se de algo muito trabalhoso”, reforça Mazzola. A pesquisa utilizou um resíduo da indústria – as cascas do abacaxi – para recuperar a enzima, que então poderia ser usada pela indústria farmacêutica. Foi justamente a formulação de nanopartículas de bromelina com quitosana liofilizadas, desenvolvida no mestrado, que se transformou em patente. A fórmula pode ser aplicada como um spray sólido ou em outras preparações, como em gel para cicatrização. Desde o mestrado, portanto, orientadora e orientanda realizam ensaios com a cicatrização. “No doutorado a ideia foi continuar a trabalhar a questão das queimaduras.”
Contribuição para novas pesquisas
Profª Drª Priscila Gava Mazzola
De acordo com Mazzola, a pesquisa de doutorado de Ataide representou a primeira vez em que o laboratório da FCF trabalhou com diferentes frentes de ação em torno de um mesmo produto. “Esse é um ponto muito importante. Os ativos são conhecidos, mas fizemos outra abordagem na forma de veiculá-los e apresentá-los. O trabalho [de Ataide] pode contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos e novas apresentações. Isso tem muito valor”, afirma a professora. Entre os apontamentos dos testes destacados na pesquisa está a propriedade das nanopartículas de servirem como carreadores de insumos farmacêuticos ativos (IFA), especialmente por conta de sua capacidade de fazer a entrega simultânea de dois ou mais IFAs e por conta de possibilitarem uma entrega direcionada.
Os testes realizados por Ataide revelam-se conclusivos quanto ao potencial das nanopartículas como carreadores de fármacos: “[As nanopartículas] são uma grande promessa nos dias atuais por transportarem medicamentos até o alvo de interesse, diminuindo os efeitos colaterais”. A tese, intitulada “Desenvolvimento de formulações de base nanotecnológica: estratégias para entrega simultânea e reposicionamento de fármacos”, contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no país e no exterior, possibilitando que Ataide realizasse estudos também nos Estados Unidos, durante um ano, período no qual trabalhou o reposicionamento de fármaco da rifamicina.
Parte do doutorado transcorreu na pandemia. “Eu estava entrando na parte da formulação, quando começou a pandemia. Foi tudo suspenso. Até achei que não fosse dar para fazer nada. A primeira etapa das minhas análises transcorreu totalmente à distância. Algumas vezes eu levei as amostras, entreguei na recepção dos laboratórios parceiros e recebi as fotos na minha casa”, lembra a pesquisadora, que contou com a parceria do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
“Essas parcerias fazem toda a diferença”, afirma Ataide. “Não somos especialistas em tudo, por isso precisamos das parcerias”, reitera Mazzola. Para a professora, a pesquisa mostra-se promissora também aos olhos das instituições de fomento. “Isso é valioso porque não é fácil conseguir auxílio para pesquisa. E nós queremos transformar a nossa pesquisa em algo prático, que chegue ao paciente e ao mercado, um produto farmacêutico eficiente e acessível na prateleira”, diz a orientadora.
Há vagas para estudantes de mestrado e doutorado, com formação em Farmácia, Biologia, Biomedicina ou Química, para pesquisa nas áreas de 1) síntese de novos fármacos; 2) farmacocinética (LC-MS/MS/DAD); 3) metabolômica e 4) estudos de estrutura e atividade por ressonância magnética nuclear, sob orientação da Drª Silvana Aparecida Rocco, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Unicamp.
O grupo de pesquisa, no Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear do Laboratório Nacional de Biociências (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), tem os seguintes projetos de pesquisa em andamento: 1) Interfaces Avançadas em Espectroscopia e Espectrometria Bioanalítica nas Análises Metabolômicas e de ADME (Absorção, Distribuição, Metabolismo e Excreção) in vitro e in vivo; 2) Potencial Farmacológico de Pirazolopirimidinas como inibidores de quinases (CNPq); e 3) Síntese Direcionada de Derivados Heterocíclicos Nitrogenados: Funcionalização e Caracterização Estrutural de Promissores Inibidores da Enzima MetRS2 por Meio de Ensaios Bioquímicos e Ressonância Magnética Nuclear.
Mais uma Jornada de Iniciação Científica, organizada pelo Centro Acadêmico de Farmácia, ocorreu na noite de 29 de abril, na sala PB08.
Na oportunidade, a professora Wanda Pereira Almeida falou sobre Iniciação Científica e vida acadêmica: a pesquisa no Laboratório de Desenvolvimento de Fármacos e Medicamentos; em seguida, houve uma apresentação da graduanda Maria Teresa Iorio de Moraes, que desenvolve a pesquisa de iniciação científica Estudo de viabilidade de wafers bucais para veiculação de ficocianina e ação local, sob orientação da professora Laura de Oliveira Nascimento no Laboratório de Tecnologia Farmacêutica.