Texto: Gustavo Teramatsu
Amauri Leal Junior, doutorando em Ciências Farmacêuticas da Unicamp, participou da mesa-redonda “Acessibilidade e Extensão: Universidade Inclusiva” durante o 4º Encontro de Cultura e Extensão das Universidades Estaduais Paulistas “Desafios da consolidação da extensão universitária”, realizado nos dias 4 e 5 de maio no Centro de Convenções da Unicamp.
Ele destacou seu primeiro contato com a natação paralímpica há dez anos na Universidade Estadual de Maringá, onde se formou biomédico, em um projeto de extensão liderado pelo professor Décio Calegari, falecido em 2020.
Após sua chegada à Unicamp para o curso de Doutorado em Ciências Farmacêuticas, iniciado no segundo semestre de 2023, a iniciativa de Amauri em continuar a prática do esporte levou à criação do projeto de extensão Paranadar na Faculdade de Educação Física, que atualmente conta diversas turmas e participantes de diversas faixas etárias.
A fala de Amauri está disponível a seguir:
Segundo Leticia Bonatti Chacon, educadora física formada pela Unicamp que fez uma iniciação científica sobre o projeto, “o Projeto Paranadar nasce a partir de uma demanda interna da comunidade universitária, quando um doutorando da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp que possui deficiência visual, procura na FEF a possibilidade de praticar natação, um esporte pelo qual já havia disputado campeonatos de nível universitário”.
“Devido a suas particularidades e necessidades”, continua, “abriu-se um horário vago na piscina no período noturno, com ideia inicial de liberar apenas uma raia para que esse atleta pudesse treinar. Mais tarde, esse plano tomou outra proporção, e então surgiu a ideia de utilizar a piscina inteira e abrir uma turma de natação paradesportiva, pensada para um público com qualquer tipo de deficiência e ampla faixa etária. A partir disso, no primeiro semestre de 2024, nasceu o projeto Paranadar, cujas inscrições esgotaram rapidamente, contando inclusive com uma fila de espera. O público que o frequenta são pessoas com deficiência física, visual, intelectual e Transtorno do Espectro Autista, com idade de 5 a 60 anos. Os monitores que atuam no projeto são todos alunos da graduação (em sua maioria) e pós-graduação”.
A Faculdade de Educação Física também oferece aos participantes deste projeto de extensão a oportunidade de ter uma experiência de surfe adaptado no litoral paulista. O SurFEF já chegou a quatro edições realizadas em praias em Guarujá e em Bertioga.
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