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25 de março: Há dez anos, Conselho Universitário da Unicamp criava a FCF

O percurso para a criação da unidade de ensino e pesquisa mais jovem da Unicamp, que completa hoje dez anos

Texto: Gustavo Teramatsu

Em 1999, o Prof. Dr. João Alexandre Ferreira da Rocha Pereira, então diretor do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas — CPQBA criou uma comissão para elaboração de uma proposta de criação do curso de graduação em Farmácia e da transformação daquele centro de pesquisas criado em 1986 e localizado em Paulínia, no bairro do Betel, em uma Faculdade de Ciências Farmacêuticas. A comissão organizou diversas discussões que envolviam os pesquisadores lá reunidos. Naquele momento, contudo, nenhuma faculdade ou instituto da Unicamp demonstrou interesse em sediar o curso.

A primeira proposta foi encaminhada ao Conselho Universitário da Unicamp e foi acolhida com 6 votos contrários e 7 abstenções, na 72ª Sessão Ordinária, de 29 de maio de 2001 [pauta | ata].

Duas semanas depois, foi designada uma Comissão de Especialistas (Prof. Dr. Octávio Henrique de Oliveira Pavan (IB/Unicamp), Mario José Abdalla Saad (FCM/Unicamp), Glaucia Maria Pastore (FEA/Unicamp), Marcos Nogueira Eberlin (IQ/Unicamp) e Sérgio Henrique Ferreira (1934-2016) (USP / Ribeirão Preto) que, em agosto daquele ano, emitiu pareceres favoráveis tanto à criação do curso quanto à instalação da Faculdade.

As discussões sobre a grade curricular do novo curso avançaram no ano de 2002, envolvendo docentes do Instituto de Biologia, do Instituto de Química e da Faculdade de Ciências Médicas. Com a expansão de cursos e vagas em cursos superiores garantida com recursos do Governo do Estado, surgiu o interesse em acolher o novo curso. Assim, a Congregação do Instituto de Biologia foi expressamente contra a criação de uma nova Faculdade, reivindicando a ampliação de seu próprio espaço físico. Haveria “uma falsa expectativa de que estivesse sendo criada simultaneamente uma Faculdade de Farmácia, com o que o IB não concorda no momento”.

Em novembro, o Prof. Dr. José Luiz Boldrini, pró-reitor de Graduação, constituiu Comissão para elaboração da proposta curricular, composta pelos Profs. Drs. Sigisfredo Luis Brenelli (FCM), João Ernesto de Carvalho (CPQBA), Fernando Antonio Santos Coelho (IQ), Carlos Roque Duarte Correia (IB), Emilio Carlos Elias Bacarat (FCM), Gun Birgitta Bergsten Mendes (FCM), Aureo Tatsumi Yamada (IB) e Fernanda Ramos Gadelha (IB).

A Congregação da Faculdade de Ciências Médicas, em dezembro de 2002, considerou “desejável que a Coordenação [do curso de Farmácia] fique sob a responsabilidade da Faculdade de Ciências Médicas”.

O Conselho Universitário, em 5ª Sessão Extraordinária realizada de 17 de dezembro de 2002 [pauta | ata], aprovou com 55 votos favoráveis e 5 contrários a proposta de criação do curso de graduação em Farmácia, com 40 vagas em período integral.

A coordenação pro-tempore do novo curso foi assumida pelo Prof. Dr. Aureo Tatsumi Yamada, sendo a vice-coordenadora a Profª Drª Gun Birgitta Bergsten Mendes. A composição da comissão de graduação, em um sistema de rodízio anual, foi aprovada em setembro de 2003. Em 2007, o rodízio passou a ser bianual. Foram coordenadores de curso nesse período os professores Aureo Tatsumi Yamada (IB), Nelci Fenalti Höehr (FCM), Carlos Roque Duarte Correia (IQ), Hernandes Faustino de Carvalho (IB), Stephen Hyslop (FCM), Carlos Roque Duarte Correia (IQ), em segundo mandato, e Elaine Minatel (IB).

O primeiro catálogo do curso, de 2004, pode ser consultado na página da Diretoria Acadêmica.

As discussões sobre a criação da FCF foram retomadas no início de 2011, quando um grupo de trabalho foi indicado pela Pró-Reitoria de Graduação – Gil Guerra Junior (FCM), Paulo Mazzafera (IB), Celso Aparecido Bertran (IQ) e Ivo Milton Raimundo Junior (CPQBA), que elaborou um “relatório de análise da viabilidade de criação da Faculdade de Farmácia” em maio daquele ano.

A proposta de criação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, apoiada pelo CPQBA, pela FCM, pelo IB e pelo IQ, foi encaminhada ao Conselho Universitário em novembro de 2012 e discutida na 130ª Sessão Ordinária [ata]. Em seguida, foi indicada uma comissão de especialistas composta pelos professores Liliane Maria Ferrareso Lona (FEQ), Jacks Jorge Junior (FOP), Elizabeth Igne Ferreira (FCF / USP), Adriana Zerlotti Mercadante (FEA) e acadêmico Gustavo Hiroaki Shimizu (IB), que emitiu um parecer apenas um ano depois, em novembro de 2013.

O assunto voltou ao CONSU na 136ª Sessão Ordinária, de 25 de março de 2014, e a criação da FCF foi finalmente aprovada com 60 votos favoráveis e um voto contrário, o do conselheiro Léo Pini Magalhães (FEEC): “Votei contrariamente à aprovação, no momento, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, por entender que um primeiro passo deveria contemplar a criação de um departamento para que o atual curso, já exitoso academicamente, se fortalecesse administrativamente para, então, se for o caso, passar a ter uma estrutura de faculdade. A estrutura departamental já possibilitaria dar uma maior unidade às ações atuais congregando alunos, docentes e laboratórios em uma estrutura física única. Os diversos argumentos favoráveis à criação imediata da Faculdade mostrou nossa dificuldade no item gestão universitária”.

Os documentos da aprovação estão relacionados a seguir:

Farmácia presente na reunião do CONSU de 25 de março de 2014: estudantes da turma 2011: Mariana Cristina da Silva, Washington Roberto da Silva Neto, Louise Lacalendola Tundisi, Profª Elaine Minatel (então coordenadora do curso de Farmácia), Juliana Pastorello Pereira, Natali Carletti Araujo, Alessandra Valéria de Sousa Faria (representante discente da Comissão de Graduação) e Profª Mary Ann Foglio

O diretor pró-tempore foi o Prof. Dr. João Ernesto de Carvalho, sendo a primeira diretora associada pró-tempore a Profª Drª Célia Regina Garlipp, da FCM. O Prof. Dr. João Ernesto de Carvalho foi eleito diretor em 2016, junto com seu diretor associado Prof. Dr. Rodrigo Ramos Catharino. Em 2020, foram eleitos o diretor Prof. Dr. Rodrigo Ramos Catharino e a diretora associada Profª Drª Priscila Gava Mazzola. Em 2024, a FCF elegerá novos diretores.

A FCF iniciou suas atividades administrativas em uma sala no Ciclo Básico II. Desde 2017, ocupa a sede atual, à Rua Candido Portinari, 200, onde funcionava o Instituto de Geociências.

Já sob a institucionalidade da FCF, o curso de graduação teve as seguintes coordenações: Profª Drª Wanda Pereira Almeida e Profª Drª Patricia Moriel; Profª Drª Priscila Gava Mazzola e Profª Drª Laura de Oliveira Nascimento; Profª Drª Karina Cogo Müller e Prof. Dr. Daniel Fabio Kawano; e a atual, Profª Drª Wanda Pereira Almeida e Prof. Dr. Paulo Cesar Pires Rosa.

As atividades de pós-graduação tiveram início em 2017, quando o Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas foi autorizado pela CAPES. O Prof. Dr. Jörg Kobarg foi o primeiro coordenador de Pós-Graduação. O atual coordenador é o Prof. Dr. Marcelo Lancellotti. Em setembro de 2020, o Programa de Pós-Graduação em Biociências e Tecnologia de Produtos Bioativos, então sediado do IB, foi incorporado ao Programa de Pós-Graduação da FCF. Desde então, a FCF formou 38 mestres(as) e 27 doutores(as).

Foram coordenadores de Pesquisa e Extensão o Prof. Dr. Rodrigo Ramos Catharino, a Profª Drª Mary Ann Foglio e a Profª Drª Gislaine Ricci Leonardi. No segundo semestre de 2022, as duas comissões foram separadas, passando a Profª Drª Gislaine Ricci Leonardi a ser a coordenadora de pesquisa da FCF e a Profª Drª Catarina Raposo Dias Carneiro, coordenadora de extensão.

A FCF, ao completar dez anos, apresenta os seguintes números: 18 servidores docentes, 21 servidores não-docentes, 266 estudantes de graduação, 45 estudantes de mestrado, 48 estudantes de doutorado, 8 pós-doutorandos, 4 pesquisadores e professores colaboradores, 16 laboratórios de pesquisa e 1 biotério de experimentação.

Selo comemorativo dos 10 anos da FCF

O selo comemorativo alusivo ao décimo aniversário da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp foi criado pelo doutorando Gabriel da Silva Cordeiro, da Assessoria de Comunicação da FCF, e apresentado à comunidade na reunião da Congregação da FCF de 22 de março de 2024.

Neste ano de 2024, o selo deve ser utilizado por toda a comunidade junto com o logotipo da FCF e da Universidade.

Faça o download clicando no link a seguir:

“Minha Pesquisa”: Sindy Magri Roque

Confira mais um vídeo da série Minha Pesquisa, produzido pela equipe da Assessoria de Comunicação da FCF.

Neste mês, a convidada é a doutoranda Sindy Magri Roque, pelo Programa de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas, que nos conta sobre sua pesquisa para o desenvolvimento de uma formulação com sinvastatina para a redução de Staphylococcus aureus em lesões
de pacientes com dermatite atópica, como alternativa ao uso de corticoides e antimicrobianos.

A orientação é da Profª Drª Karina Cogo Müller, responsável pelo Laboratório de Farmacologia de Antimicrobianos e Microbiologia.

Professor da FCF fala à Rádio Nacional sobre novas drogas utilizadas em crimes

O professor José Luiz da Costa, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, falou à Rádio Nacional, no programa Revista Brasil, a respeito da utilização de drogas em crimes.

Ouça a entrevista, transmitida para todo o Brasil no último dia 23 de fevereiro.

Na conversa, o docente destaca as pesquisas realizadas pelo Laboratório de Toxicologia Analítica da Unicamp, especialmente a defesa de mestrado de Isadora Locilento Denkena, ocorrida na véspera, com o tema “Desenvolvimento e validação de método analítico para quantificação de drogas facilitadoras de crime sexual em amostras de urina”.

Leia: Criminosos estão usando novas drogas para cometer crimes

Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas abre processo seletivo para ingresso no 2º semestre de 2024

Está publicado o Edital CPG/FCF 1/2024, referente ao processo seletivo para ingresso no segundo semestre de 2024, com vagas para os cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências Farmacêuticas.

O período de inscrições será de 3 a 7 de junho de 2024. O processo seletivo será realizado de 1º a 5 de julho de 2024, em data e horário a serem divulgados na convocação dos candidatos.

As atividades dos candidatos aprovados para as vagas oferecidas nesse edital terão início em agosto de 2024.

Em 20 anos, Unicamp formou mais de 500 farmacêuticos

Texto e foto: Gustavo Teramatsu

A sessão solene de colação de grau dos formandos do curso de graduação em Farmácia do primeiro semestre de 2023 foi celebrada na tarde da última sexta-feira, 1º de março de 2024, no Auditório do GGBS, que atingiu a lotação máxima. Na cerimônia, a Universidade Estadual de Campinas ultrapassou a importante marca da formatura de quinhentos farmacêuticas e farmacêuticos.

Em 2024, o curso de Farmácia da Unicamp completa um bem-sucedido ciclo de duas décadas. A primeira delas foi marcada pelo esforço conjunto do CPQBA, da Faculdade de Ciências Médicas, do Instituto de Biologia e do Instituto de Química. Desde 2014, o curso de Farmácia esteve sob a responsabilidade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, que está completando dez anos.

Os oradores Daniella Pimentel Salomão Safe e Vinicius Alberto Santos Cruz dividiram o púlpito para o discurso em que mencionaram momentos marcantes da vida universitária (como os bandates) e relembraram um texto de Monteiro Lobato (1882-1948), publicado pela primeira vez em A Gazeta da Farmacia em março de 1943 [e depois reproduzido em 1949 e 1956 sob o título “O papel do farmacêutico”) e que parece ter sido popularizado pelo farmacêutico Candido Fontoura (1885-1974) — criador do biotônico, nome este, aliás, dado pelo próprio Monteiro Lobato, que era seu amigo. Fontoura citou o texto em pelo menos em duas ocasiões: na formatura da turma de 1956 da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto e em Curitiba, em 1962].

O funcionário Benedito Marcelo dos Passos, da secretaria de Graduação, foi escolhido para receber a homenagem da turma. Foram também homenageados o Prof. Dr. Jörg Kobarg, a paraninfa Profª Drª Laura de Oliveira Nascimento e a patronesse Profª Drª Karina Cogo Müller, que dirigiram suas mensagens aos novos farmacêuticos. Também discursaram o Prof. Dr. Paulo Cesar Pires Rosa, coordenador associado de graduação, e o Prof. Dr. Rodrigo Ramos Catharino, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e presidente da sessão.

O período pandêmico, que impôs restrições às atividades presenciais na Unicamp por quatro semestres e afetou profundamente o percurso formativo da turma, também foi lembrado, bem como a fundamental atuação dos profissionais farmacêuticos no enfrentamento da Covid-19.

Por fim, o farmacêutico Kléber dos Santos Fernandes, delegado regional da Seccional de Campinas do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, anunciou a ganhadora do Prêmio Paulo Minami: a farmacêutica Juliana Tiemi Siguemoto, que está iniciando o curso de Mestrado em Ciências Médicas sob orientação da Profª Drª Patricia Moriel.

519 farmacêuticos

A primeira turma do curso de Farmácia da Unicamp, de 2004, concluiu o curso em 2008 e colocou grau no início 2009. Desde então, a Universidade já formou 434 farmacêuticas e 85 farmacêuticos, totalizando 519 profissionais que ocupam diversas posições no mercado de trabalho.

lista completa está publicada na página da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

Captação de áudio e vídeo e transmissão: Silas Almeida

https://www.fcf.unicamp.br/wp-content/uploads/2024/02/convite_colacao_farmacia_20232s.pdf

Unicamp assina acordo de cooperação com a Universidade de Masaryk

Da esquerda para a direita: Prof Dr. Marcelo Mori, do IB; Prof. Dr. Cláudio Coy, diretor da FCM; Prof. Petr Suchý, da Masaryk University; Prof. Martin Bareš, reitor da Masaryk University; Prof. Dr. Rafael de Brito Dias, assessor da DERI; Profª Drª Priscila Gava Mazzola, diretora associada da FCF; Prof. Dr. Guilherme Stecca Marcom, do IFGW; Prof. Dr. Fernando Hashimoto, diretor do IA

No último dia 27 de fevereiro, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, representada pela Professora Priscila Gava Mazzola, participou de reunião com o Dr. Martin Bareš, Reitor da University de Masaryk (Masarykova univerzita), e do Dr. Petr Suchý, Vice-Reitor para Internacionalização da mesma instituição.

Na oportunidade, em que foi assinado um acordo de cooperação entre a Unicamp e a universidade estrangeira, que mantém uma Faculdade de Farmácia, a diretora associada da FCF manifestou o interesse em futuras colaborações, por meio de intercâmbios estudantis e iniciativas de pesquisa.

Leia mais: Universidade de Masaryk, da Tchéquia, firma parcerias com Unicamp

Sobre a Universidade de Masaryk

A instituição, fundada em 1919, está sediada na cidade universitária de Brno, a segunda maior da Chéquia. A Universidade mantém o Museu Mendel, na abadia agostiniana onde Gregor Mendel, falecido em 1884, conduziu seus experimentos.

Os interessados também podem consultar as Escolas de Verão e de Inverno.

Veja a apresentação da Masaryk University [PDF]

FCF apoia campanha pela dignidade menstrual

O Grupo Gestor de Benefícios Sociais — GGBS lançou campanha com o objetivo de arrecadar absorventes íntimos para meninas cis e meninos trans em situação de vulnerabilidade social, dando visibilidade ao tema da dignidade menstrual.

Um ponto de arrecadação está localizado na entrada do Setor 1 da FCF até o dia 29 de março de 2024.

As doações serão destinadas ao Centro de Referência e Apoio à Mulher de Campinas — CEAMO, da Prefeitura Municipal de Campinas, que há 21 anos presta acolhimento e atendimento humanizado às mulheres em situação de violência, proporcionando atendimento psicológico e social e orientação e encaminhamentos jurídico.

Professora da FCF dá dicas de uso de repelente

Atualização: A professora Gislaine Ricci Leonardi também foi ouvida pela Rádio Metropolitana de Mogi das Cruzes. Ouça a seguir:

A professora Gislaine Ricci Leonardi, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, foi ouvida pela Folha de S. Paulo a respeito do uso de repelentes. A entrevista, feita pela jornalista Patrícia Pasquini, foi publicada na edição de 8 de fevereiro de 2024.

Leia a reportagem: Saiba como escolher o repelente para afastar o mosquito da dengue

Olhar Digital: Dengue: especialistas recomendam uso diário de repelentes

Imagem | PDF

Mesmo quem receber as doses da vacina Qdenga deve continuar com o uso de repelente. A orientação é de Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e de Gislaine Ricci Leonardi, professora doutora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. (…)

Leia abaixo as dicas dos especialistas ouvidos pela reportagem para fazer do repelente um aliado contra a doença.

Como escolher um bom repelente?
Existem diferentes tipos de substâncias que são usadas hoje para repelir os insetos. Depende muito do que está escrito no rótulo do produto. Se você quer um efeito mais prolongado, algumas substâncias vão oferecer essa proteção mais longa.

“A minha sugestão é: sempre leia muito bem o rótulo do produto. Ele traz informações importantes. Os repelentes precisam ser usados conforme a descrição do rótulo. Uma outra sugestão é pedir auxílio para o farmacêutico na hora da compra. Ele pode te orientar”, afirma Leonardi.

Qualquer pessoa pode usar repelente? Ele é contraindicado para alguma faixa etária?
Os repelentes devem sempre ser utilizados de acordo com as orientações de bula e, a priori, todos podem usar. As crianças costumam colocar as mãos na boca e nos olhos, regiões em que não se deve passar o produto. “A orientação é não aplicar nas mãos das crianças. Um adulto deve passar o repelente nas próprias mãos e depois espalhar no corpo da criança”, diz Araújo.

Qualquer repelente protege contra a picada do mosquito Aedes aegypti?
Sim, desde que tenha registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A depender da concentração das substâncias presentes no produto o efeito será mais duradouro ou menos.

Alguns devem ser reaplicados após duas horas; outros têm duração de até seis horas. Por isso é importante ler o rótulo. Além das substâncias ativas sintéticas como a icaridina (Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate ou Picaridin), o DEET (N-dimetil-meta-toluamida ou N,N-dietil-3-metilbenzamida) e o IR3535 (Ethyl butylacetylaminopropionate ou EBAAP), há alguns agentes naturais como óleo de limão e eucalipto.

Os de tomada também protegem? Sim, desde que seja registrado na Anvisa. Consulte na embalagem o tempo que o repelente pode ficar ligado na tomada.

Como se proteger contra picadas à noite? Passar repelente e dormir é o ideal?
“Eu não recomendo usar repelente à noite. Você deve usá-lo quando não tem jeito, quando vai para um ambiente que terá contato com insetos. Não podemos ficar todo dia, a noite inteira, em contato com esses produtos. É bom lembrarmos das outras maneiras de se proteger”, aconselha a professora.

Quem não sai de casa precisa passar repelente diariamente?
Em casa as medidas de proteção são diferentes. Uso de telas e mosquiteiros sempre que possível, manter o ar-condicionado ligado, quando disponível, para baixar a temperatura e diminuir a atividade dos mosquitos, uso de inseticidas de parede, cuidar para não ter criadouros e, claro, pode-se adicionar as medidas de proteção individual —vestuário que proteja áreas expostas e repelentes de uso no corpo.

Repelentes caseiros protegem contra a dengue?
Não há comprovação científica de que funcionam.

Perfume tira o efeito do repelente?
Não é para tirar. É recomendável passar o repelente sempre por último. A orientação também vale para filtro, protetor solar e creme hidratante. O repelente deve ser passado no corpo 15 minutos após a aplicação desses produtos.

Precisa aplicar o repelente em todas as regiões do corpo, inclusive as cobertas por roupas?
Não, somente nas áreas expostas.

O repelente precisa ser reaplicado quantas vezes ao longo do dia?
Você deve seguir o tempo de duração que consta no rótulo. Há produtos que duram seis horas; outros, duas. Se entrar em contato com água precisa reaplicar de imediato. É o caso de banho de mar, piscina e até chuva, se for intensa.

Suor tira o repelente do corpo?
Se for intenso, sim.

Há diferença de proteção entre repelentes spray e creme?
Não. O importante é espalhar bem e evitar a inalação.

Extensão na FCF: 3ª Semana de Cuidado Farmacêutico

O Projeto de Extensão Raízes promoveu a 3ª Semana de Cuidado Farmacêutico — Secufa nos dias 5 e 6 de dezembro de 2023, das 8h30 às 13h30. Na oportunidade, os estudantes voluntários prestaram atendimentos gratuitos à população, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp e da Comissão de Extensão da FCF.

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Os estandes foram montados em frente ao Hospital de Clínicas da Unicamp e para orientação e realização de exames rápidos para detecção de possíveis alterações de índices associados a doenças crônicas.

A coordenadoria geral foi de responsabilidade das estudantes de graduação em Farmácia Giovanna Bedin, Laura Hara, Laura Reydon e Leticia Abbade. Foram responsáveis pelos estandes os estudantes: Beatriz Possamai — recepção farmacêutica; Gustavo Barbosa — diabates; Ana Eloy — hipertensão; e Math Germano — anemia.

A primeira edição da Semana de Cuidado Farmacêutico — Secufa foi realizada em 2021, com participação de cerca de setenta estudantes da FCF, com mais de 800 atendimentos à população. A segunda edição, em 2022, manteve os estandes educativos relacionados à recepção farmacêutica, diabetes e hipertensão, realizando 600 atendimentos em dois dias, com 60 estudantes.

Leia mais:

Semana de Cuidado Farmacêutico faz ação em frente ao HC

https://www.fcf.unicamp.br/blog/secufa_2022/