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Defesa de Tese de Doutorado — Jane Vasconcelos Neves Marinho

maio 29 @ 13:00 - 17:00

Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas

Jane Vasconcelos Neves Marinho

Isolamento, caracterização química, desenvolvimento de formulação fitofarmacêutica tópica e avaliação farmacológica (anti-inflamatória, antioxidante e cicatrizante) da flavona c-glicosilada 2”-O-α-L-ramnopiranosil vitexina (VIT) obtida de Alternanthera tenella Colla (Amaranthaceae)

Integralmente à distância

Presidente
Prof. Dr. Marcos José Salvador — IB / Unicamp

Membros titulares
Profª Drª Patrícia Danielle Oliveira de Almeida — FCF / Ufam
Prof. Dr. Salomão Rocha Martim — Uninilton Lins
Profª Drª Stella Regina Zamuner — Uninove
Prof. Dr. Daniel Rinaldo — FC / Unesp

Membros suplentes
Profª Drª Keyla Emanuelle Ramos de Holanda — ICET / UFAM
Drª Valquiria Aparecida Matheus — FCF / Unicamp
Prof. Dr. Cristiano Soleo de Funari — FCA / Unesp

Resumo
Introdução: Alternanthera tenella Colla (Amaranthaceae), conhecida popularmente como “apaga-fogo”, é utilizada tradicionalmente no tratamento de infecções, febres, feridas, coceiras e como agente anti-inflamatório e diurético. O presente estudo teve como objetivo o isolamento, a caracterização química, o desenvolvimento de preparação fitofarmacêutica de uso tópico e a avaliação farmacológica (anti-inflamatória, antioxidante e cicatrizante) da flavona C-glicosilada 2″-O-α-L-ramnopiranosil vitexina (VIT) obtida de A. tenella. O extrato etanólico de A. tenella foi fracionado, obtendo-se frações enriquecidas em VIT, que foram caracterizadas por RMN e CLAE-UV/DAD-ESI-MS, com quantificação do teor de VIT por CLAE-UV/DAD. O VIT apresentou afinidade promissora em docking molecular com receptores inflamatórios IL-1β (-6,404 kcal/mol), IL-6 (-7,046 kcal/mol) e TNF-α (-9,078 kcal/mol), superando vitexina e dexametasona em TNF-α. Em ensaios celulares, não alterou a viabilidade de fibroblastos MRC5 e macrófagos J774.A1 em 24–72 h, evidenciando baixa citotoxicidade. Demonstrou ação anti-inflamatória seletiva, inibindo óxido nítrico em 25,34%, 73,28% e 86,79% e TNF-α em 6,31%, 23,35%, 40,69% e 66,47% nas concentrações de 6,25, 12,5 e 25 µg/mL, aumentou IL-10 e inibiu IL-1β em concentrações mais altas, sem afetar IL-6. O VIT promoveu cicatrização em fibroblastos MRC-5, com fechamento da lacuna de 45,53 ± 2,5%, 64,94 ± 1,07% e 90,69 ± 1,32% em 2,5, 5 e 10 µg/mL após 48 h, superando o ácido ascórbico (66,19 ± 0,58%). No ensaio do cometa, induziu danos ao DNA apenas em 100 µg/mL, demonstrando efeito genotóxico dependente da dose. A atividade antioxidante do VIT isolado variou entre 1,65–1,80 µmol TE/g, inferior à quercetina e isoquercitrina, mas relevante para o efeito global do extrato. Em modelos experimentais, o VIT apresentou efeito antiangiogênico dose-dependente em ovos de Gallus gallus domesticus (100, 500 e 1000 µg/mL) e reduziu significativamente o edema auricular em camundongos nas concentrações de 3 e 6 mg/kg, reforçando seu potencial anti-inflamatório tópico. Pré-formulações de creme, gel e gel-creme contendo 5% (m/m) de VIT nas bases 04, 05 e 06 mantiveram atividade antioxidante relevante ao longo de cinco semanas (926–2624 µmol TE/g), com destaque para a base 06. O ensaio de liberação in vitro mostrou perfil sustentado de VIT, com 71,25% liberado em 12 h, indicando difusão equilibrada e controle pela membrana. Os resultados indicam que o fitoderivado enriquecido em VIT possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antiangiogênicas e cicatrizantes, com baixa citotoxicidade em células não tumorais, mostrando potencial para desenvolvimento de formulações tópicas para feridas e queimaduras.

Detalhes

Local

  • Integralmente à distância