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Programa de Gestão “Conexão e Reconhecimento: Harmonia para o Crescimento”: Jörg e Wanda 2024-2028

A candidatura única para a Direção da FCF na gestão 2024-2028 é do Prof. Dr. Jörg Kobarg — diretor e da Profª Drª Wanda Pereira Almeida — diretora associada.

O Programa de Gestão pode ser consultado a seguir:

Em breve serão divulgadas informações a respeito do debate geral no dia 15 de maio de 2024.

Poderão ser realizados debates por segmento a serem agendados no dia 14 de maio, desde que solicitados à Comissão Eleitoral pelas diferentes categorias de eleitores (docentes, discentes e servidores técnico-administrativos), mediante solicitação por escrito enviada ao endereço eleicoes@fcf.unicamp.br, pelos respectivos representantes na Congregação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, até às 17 horas do dia 13 de maio de 2024.

A Comissão Eleitoral

FCF participa do movimento Maio Amarelo

No dia 7 de maio, uma marcha pela paz no trânsito inaugurou o Movimento Maio Amarelo 2024 em Campinas.

Sob a coordenação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), cerca de 300 pessoas, incluindo colaboradores, parceiros da Emdec e diversas instituições de ensino, se reuniram para percorrer as vias 13 de Maio, Conceição e Barão de Jaguara até o Largo do Rosário, no centro da cidade.

No local, uma série de serviços e atividades de conscientização sobre segurança viária foram promovidos, além de ações de educação em saúde.

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp também se uniu ao movimento, visando sensibilizar a comunidade sobre o alarmante número de mortes e feridos no trânsito e dos possíveis efeitos adversos dos medicamentos sobre os condutores.

Leia mais: Maio Amarelo Campinas 2024

FCF escolherá sua Diretoria para o quadriênio 2024-2028

Foi aprovado na sessão extraordinária da Congregação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, na última sexta-feira, o edital de Consulta à Comunidade para escolha do Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp – Gestão 2024-2028.

As inscrições serão recebidas nos dias 7 e 8 de maio. As candidaturas serão divulgadas até o dia 10 de maio.

Um debate geral está previsto para o dia 15 de maio; no dia 14 de maio, poderá haver debates por segmentos (docentes, estudantes de graduação, estudantes de pós-graduação e funcionários). O debate tem de ser solicitado à Comissão Eleitoral pelos representantes das categorias na Congregação da Faculdade.

A consulta será por meio eletrônico nos dias 20 e 21 de maio. O voto dos docentes tem peso de 3/5, o voto da categoria discente tem peso de 1/5, e o voto da categoria dos servidores técnico-administrativos, 1/5.

No dia 21 de maio, às 17 horas, está prevista a apuração dos votos e a divulgação do resultado.

A lista tríplice será encaminhada no dia 28 de junho. No dia 19 de agosto, a nova diretoria tomará posse.

Todos os professores, funcionários e estudantes de graduação e de pós-graduação da Faculdade podem votar.

A Comissão Eleitoral é presidida pela Profª Drª Mary Ann Foglio e composta pelos professores Catarina Raposo e Marcelo Lancellotti, pelos servidores técnico-administrativos Glauciane Clemente e Gustavo Teramatsu e pelos estudantes Matheus Augusto Germano (graduação) e Julia Soto Rizzato (pós-graduação).

Globo Repórter: FCF é destaque por pesquisas e disciplina sobre cannabis medicinal

Foi ar na sexta-feira, 3 de maio, edição do Globo Repórter sobre o uso medicinal da cannabis. A repórter Lilia Teles, que ouviu famílias e pacientes, participou, no último dia 29 de fevereiro, da primeira aula da disciplina CF070 — Cannabis Medicinal, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Unicamp, oferecida pelos professores João Ernesto de Carvalho, Priscila Gava Mazzola e José Luiz de Costa. Também esteve no Ciatox, onde foi recebida pelo professor José Luiz da Costa, que explicou a importância da colaboração com associações para o desenvolvimento de pesquisas.

A professora Priscila Gava Mazzola participou de uma live com a repórter Lilia Teles e com a jornalista Sandra Annenberg no dia 2 de maio.

EPTV: pesquisas do LaFateCS com canabidiol são tema de noticiário

Na sexta-feira, 3 de maio, foi ao ar no noticiário Jornal da EPTV 1ª Edição uma reportagem do jornalista Heitor Moreira sobre cannabis medicinal que ouviu a professora Priscila Gava Mazzola e as pesquisadoras Nicole Ferrari de Carvalho (estudante do terceiro ano de graduação em Farmácia), Juliana Feitoza Brasil (estudante do quarto ano de graduação em Farmácia) e Luíza Aparecida Luna Silvério (estudante de doutorado em Ciências Farmacêuticas), com destaque às formulações de canabidiol em desenvolvimento no Laboratório de Farmacotécnica e Cuidado em Saúde – LaFateCS: um adesivo transdérmico, uma emulsão via oral e um hidrogel.

No G1, a matéria foi publicada com o título Curativo de maconha? Pesquisas desenvolvidas na Unicamp ampliam uso medicinal da cannabis

Fotos: Heitor Moreira / Linkedin

Deputado estadual Eduardo Suplicy visita CIATox para conhecer pesquisas sobre análise de cannabis medicinal

Aline Franco Martins, doutoranda em Farmacologia, Paolla Miguel, Eduardo Suplicy e o professor José Luiz da Costa, da FCF

Publicado originalmente no site da Faculdade de Ciências Médicas | Texto e fotografias: Karen Menegheti de Moraes

Na tarde da última sexta, 26 de abril, a Unicamp recebeu visita do deputado estadual Eduardo Suplicy. O parlamentar conheceu as pesquisas sobre cannabis medicinal desenvolvidas no CIATox – Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas. Na ocasião, também esteve no PRATEA – Programa de Atenção aos Transtornos do Espectro do Autismo.

Acompanharam a visita ao CIATox, pela Unicamp, os professores Cláudio Saddy Rodrigues Coy, diretor da Faculdade de Ciências Médicas, José Luiz da Costa, professor associado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e coordenador-executivo do Centro, e José Barreto Campello Carvalheira, coordenador de assistência do Hospital de Clínicas. Participaram, ainda, a vereadora Paolla Miguel, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Câmara de Campinas, e Enor Carvalho, presidente da Associação Terapêutica Flor da Vida.

Além de conhecer o trabalho administrativo e de atendimento ao público do CIATox, o grupo verificou, nos laboratórios, o processo de análise da composição e teor dos canabinoides. O Centro atualmente realiza a avaliação de amostras provenientes de 21 associações que produzem medicamentos à base de cannabis, além de 10 pacientes que possuem habeas corpus para preparar seu próprio medicamento em casa.

Em dezembro de 2023, o CIATox foi contemplado por edital com valor de R$ 180 mil para pesquisas sobre controle de qualidade de produtos de cannabis medicinal no estado. O recurso virá através de emenda parlamentar, destinada pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Alesp, da qual Suplicy é o vice-coordenador.

“Estou muito impressionado com o cuidado e atenção dos profissionais do centro de toxicologia da Unicamp. Terei melhor condição de argumentar na Alesp e nas reuniões da Frente Parlamentar a respeito desse trabalho muito sério para efetivamente melhorar a qualidade de vida de pessoas com autismo, síndrome de Dravet e doenças como Alzheimer e Parkinson”, declara Suplicy, que também faz uso da cannabis medicinal.

Para Paolla, a parceria com o CIATox possibilita propor uma legislação em âmbito municipal. “Atualmente temos na Câmara dois projetos de lei sobre o uso da cannabis medicinal: de distribuição de medicamentos, para democratizar o acesso da rede municipal de saúde; e de fomento à pesquisa, que inclusive prevê o plantio em espaços como a Universidade”.

José Luiz da Costa avalia positivamente a visita dos parlamentares. “Mostramos nosso trabalho em prol de resguardar a saúde do paciente por meio do controle de qualidade desses medicamentos. Atualmente, o Programa de Pós-graduação em Farmacologia da FCM tem três teses de doutorado relacionadas ao tema, além de trabalho de extensão”. O coordenador-executivo do CIATox lembra que em 9 de maio ocorrerá Seminário internacional sobre uso medicinal de cannabis, realizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp (ProEC).

Na oportunidade, Suplicy conheceu ainda o PRATEA – Programa de Atenção aos Transtornos do Espectro do Autismo. A comitiva foi recebida pela coordenadora do Programa, professora Eloisa Valler Celeri. No final do dia, o parlamentar teve agenda com aula aberta no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH) sobre cannabis medicinal.

Conheça as teses defendidas na FCF em 2023 indicadas a premiações

A comissão formada pelos professores doutores Marcelo Lancellotti, Alexandra Sawaya e Gislaine Ricci Leonardi indicou as teses de Isadora Carolina Betim Pavan e de Ana Thereza Fiori Duarte, respectivamente, para o Prêmio CAPES de Tese — Edição 2024 e para a Segunda Edição do Prêmio Tese Destaque da Unicamp.

A lista completa de indicadas nos últimos anos — são todas pesquisadoras mulheres — está a seguir.

Prêmio CAPES de Tese

AnoAutoriaTítuloOrientação
2021Alessandra Freitas SerainEstudo fitoquímico e biotecnológico de Sinningia magnifica (Otto & A. Dietr.) Wiehler e Sinningia schiffneri Fritsch (Gesneriaceae) e avaliação do efeito biológico fotoinduzido para aplicação em PDT antitumoralMarcos Jose Salvador
2022Anna Carolina Schneider AlvesPlanejamento e síntese de novos fosfolipídios capazes de induzir seletivamente a apoptose de células tumorais pela atuação em “lipid rafts”Daniel Fábio Kawano
2023Louise Lacalendola TundisiModulação do drug delivery tópico através de materiais funcionais e nanoparticulados [publicação da tese restrita até 13/5/2025]Priscila Gava Mazzola
2024Isadora Carolina Betim PavanEstudo funcional e molecular da quinase humana NEK6 como alvo de drogas contra câncer de próstata [publicação da tese restrita até 26/7/2024]Jörg Kobarg

Prêmio Tese Destaque

AnoAutoriaTítuloOrientação
2023Annemeri LivinalliAnticorpos monoclonais biossimilares para o tratamento do câncer: revisão sistemática [publicação da tese restrita até 18/4/2025]Taís Freire Galvão
2024Ana Thereza Fiori DuarteEstudos de modelagem molecular, síntese e avaliação da atividade farmacológica de novos compostos potencialmente ativos contra Helicobacter pyloriDaniel Fábio Kawano e Rodrigo Rezende Kitagawa

Pesquisa da FCF sobre veneno de aranha para tratamento de câncer de mama repercute na mídia

Após a publicação no Jornal da Unicamp, a pesquisa de doutorado de Ingrid Mayara Cavalcante Trevisan, orientada pela professora Catarina Raposo, sobre o uso do veneno da aranha-armadeira para o tratamento do câncer de mama, tem repercutido em notícias divulgadas por diversos meios de comunicação.

A reportagem foi inicialmente reproduzida no Portal do Governo do Estado de São Paulo em 21 de abril. No dia 22, saiu também no site da TV Cultura (Fundação Padre Anchieta). O FAPESP na Mídia traz um sumário das postagens relacionadas, em diversos portais de notícias.

Merece destaque a reportagem feita para o programa Band Cidade, ao ar no dia 23 de abril, e no programa Acontece:

No dia 28 de abril, foi a vez do portal G1 Campinas: Como veneno de aranha-armadeira pode ajudar a tratar câncer de mama, segundo cientistas da Unicamp.

No dia 30 de abril, a Agência Brasil também divulgou a pesquisa (Unicamp testa veneno de aranha para tratamento do câncer de mama), inclusive no Repórter Brasil, da TV Brasil.

Professora da FCF lança coluna mensal no portal Sechat

A professora doutora Priscila Gava Mazzola, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, é a nova colunista do portal Sechat. A coluna será mensal. O primeiro texto — Canabidiol (CBD) na pele: uso tópico para saúde e bem-estar — foi publicado em 28 de abril.

A Sechat, liderada pelo médico neurocirurgião Pedro Antônio Pierro Neto, reúne profissionais relacionados ao uso medicinal da cannabis. O portal Sechat é o primeiro e principal portal do Brasil dedicado aos assuntos relacionados à cannabis medicinal, com destaque na cobertura dos temas de saúde, legislação e negócios.

Leia mais: Maconha: será que estamos explorando seu potencial farmacêutico ao máximo? 

Jornal da Unicamp: Pesquisa cria solução ‘três em um’ para tratar queimaduras

Farmacêutica inova ao unir vários compostos em uma mesma fórmula com o auxílio da nanotecnologia

Publicado na Edição 705 do Jornal da Unicamp | Texto: Adriana Vilar de Menezes Foto: Antonio Scarpinetti

O desafio era minimizar as várias queixas de um paciente com queimaduras usando uma única formulação farmacêutica. A pesquisadora Janaína Artem Ataide abraçou a ideia e lançou mão da nanotecnologia para desenvolver um gel associando três ativos de classes farmacêuticas diferentes. O estudo realizado por Ataide em seu doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, que também incluiu o uso de um extrato de oleaginosa nacional e ensaios para o reposicionamento da rifamicina, encontra-se em análise de patenteabilidade, a cargo da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp).

Janaína Artem Ataide

Graduada em Farmácia, Ataide afirma que ainda há um longo caminho a percorrer até a fórmula eventualmente chegar às prateleiras. Contudo, uma vez patenteada, as chances de isso acontecer aumentam, acredita Priscila Gava Mazzola, professora da FCF e orientadora da tese. “A pesquisa ganha o olhar de outro público científico, de pesquisadores de outros lugares, além dos nossos colegas. E pode chegar às empresas, para viabilizar a condução [da produção]. Torna-se mais viável bancar o custo da pesquisa fora da Universidade, porque há mais recursos e pode haver gente 100% focada no projeto. Portanto aumentam as chances de a pesquisa continuar”, avalia Mazzola.

Segundo Ataide, as etapas ainda necessárias para a fórmula resultar em um produto incluem, por exemplo, estudos em animais e em seres humanos. “São etapas que fogem da nossa expertise e que têm alto custo”, diz a pesquisadora. “A ciência se faz em colaboração”, escreveu Ataide em sua tese, citando a frase do professor de física Brian Keating, da Universidade da Califórnia (Estados Unidos). “Nenhum cientista vai a Estocolmo [Suécia] sozinho”, disse ele referindo-se ao Prêmio Nobel.

Uma das motivações da farmacêutica para se dedicar a uma formulação voltada a vítimas de queimaduras está no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, segundo o qual, no período de 2015 a 2020, foram registradas 19.772 mortes por queimaduras no Brasil (de causas térmicas ou elétricas, por agentes químicos, por geladura ou por radiação). As doenças de pele são a quarta causa mais comum de enfermidades humanas em todo o mundo. “Isso afeta quase um terço da população, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde [OMS], mas são dados muitas vezes subestimados. Isso é realmente assustador”, diz Ataide.

Com a formulação desenvolvida, o paciente pode usar um único produto durante o tratamento, ao invés de utilizar três ou quatro, evitando assim trocas ou reaplicações de medicamentos diferentes, defende a autora da pesquisa. “E acho que a principal vantagem está na eficiência do sistema nanoestruturado com ativos combinados na mesma formulação farmacêutica, além de se tratar de uma pesquisa nacional, com uso de extratos naturais brasileiros”, afirmou.

A pele é o órgão mais exposto do corpo humano, portanto o que corre mais riscos, explica Ataide. Esse órgão desempenha ainda a importante função de oferecer uma barreira protetiva. Por isso, é fundamental cuidar bem da saúde da pele. “A população precisa de medicamentos eficientes, seguros, de custo relativamente baixo e disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde [SUS]”, defende.

Desafios da nanotecnologia

Em seu mestrado, também sob a orientação de Mazzola, Ataide já havia usado a nanotecnologia. Aquela pesquisa, sobre uma enzima do abacaxi, resultou em uma patente. A farmacêutica trabalhou na época com a extração da proteína bromelina do complexo enzimático do abacaxi. “Tivemos muita dificuldade com a bromelina devido à falta de estabilidade. Veio então essa ideia de usar nanotecnologia para tentar estabilizar a proteína. Foi assim que a nanotecnologia entrou na minha vida”, lembra a pesquisadora. “Foi muito desafiador.”

“De fato tratou-se de algo muito trabalhoso”, reforça Mazzola. A pesquisa utilizou um resíduo da indústria – as cascas do abacaxi – para recuperar a enzima, que então poderia ser usada pela indústria farmacêutica. Foi justamente a formulação de nanopartículas de bromelina com quitosana liofilizadas, desenvolvida no mestrado, que se transformou em patente. A fórmula pode ser aplicada como um spray sólido ou em outras preparações, como em gel para cicatrização. Desde o mestrado, portanto, orientadora e orientanda realizam ensaios com a cicatrização. “No doutorado a ideia foi continuar a trabalhar a questão das queimaduras.”

Contribuição para novas pesquisas

Profª Drª Priscila Gava Mazzola

De acordo com Mazzola, a pesquisa de doutorado de Ataide representou a primeira vez em que o laboratório da FCF trabalhou com diferentes frentes de ação em torno de um mesmo produto. “Esse é um ponto muito importante. Os ativos são conhecidos, mas fizemos outra abordagem na forma de veiculá-los e apresentá-los. O trabalho [de Ataide] pode contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos e novas apresentações. Isso tem muito valor”, afirma a professora. Entre os apontamentos dos testes destacados na pesquisa está a propriedade das nanopartículas de servirem como carreadores de insumos farmacêuticos ativos (IFA), especialmente por conta de sua capacidade de fazer a entrega simultânea de dois ou mais IFAs e por conta de possibilitarem uma entrega direcionada.

Os testes realizados por Ataide revelam-se conclusivos quanto ao potencial das nanopartículas como carreadores de fármacos: “[As nanopartículas] são uma grande promessa nos dias atuais por transportarem medicamentos até o alvo de interesse, diminuindo os efeitos colaterais”. A tese, intitulada “Desenvolvimento de formulações de base nanotecnológica: estratégias para entrega simultânea e reposicionamento de fármacos”, contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no país e no exterior, possibilitando que Ataide realizasse estudos também nos Estados Unidos, durante um ano, período no qual trabalhou o reposicionamento de fármaco da rifamicina.

Parte do doutorado transcorreu na pandemia. “Eu estava entrando na parte da formulação, quando começou a pandemia. Foi tudo suspenso. Até achei que não fosse dar para fazer nada. A primeira etapa das minhas análises transcorreu totalmente à distância. Algumas vezes eu levei as amostras, entreguei na recepção dos laboratórios parceiros e recebi as fotos na minha casa”, lembra a pesquisadora, que contou com a parceria do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

“Essas parcerias fazem toda a diferença”, afirma Ataide. “Não somos especialistas em tudo, por isso precisamos das parcerias”, reitera Mazzola. Para a professora, a pesquisa mostra-se promissora também aos olhos das instituições de fomento. “Isso é valioso porque não é fácil conseguir auxílio para pesquisa. E nós queremos transformar a nossa pesquisa em algo prático, que chegue ao paciente e ao mercado, um produto farmacêutico eficiente e acessível na prateleira”, diz a orientadora.