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Liga Acadêmica da FCF é destaque no 36º Congresso Brasileiro de Cosmetologia

O 1º Encontro Nacional de Ligas Acadêmicas de Cosmetologia teve lugar durante o 36º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, promovido pela Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), que aconteceu na cidade de São Paulo nos dias 4 a 6 de junho.

Os estudantes de graduação em Farmácia da Unicamp Gabrielle Albanez Gomes, Itala Lorrayne da Silva Pereira, Karoline da Silva Farias, Luiz Eduardo Fabbri Filho, Maria Eduarda Eid Martins e Mariana Minski Furtado, da Liga Acadêmica de CosmetologiaEmbaixadora Oficial do Congresso —, puderam trocar experiências com estudantes de outras nove ligas acadêmicas congêneres.

No canto esquerdo da fotografia estão a Profª Drª Gislaine Ricci Leonardi, orientadora da Liga Acadêmica da Unicamp; o Prof. Dr. André Rolim Baby, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP; e o coordenador do Congresso, o Dr. Silas Arandas Monteiro e Silva, que desenvolveu pesquisa de pós-doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.

Jornal da Unicamp: Pesquisador vira saião do avesso

Guilherme Perez Pinheiro é atualmente pesquisador de pós-doutorado na FCF, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, por meio do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) Pós-Doutorado Estratégico

Publicado na Edição 707 do Jornal da Unicamp, link | Texto: Mariana Garcia Foto: Antonio Scarpinetti

Estudo detalha diferenças na composição antioxidante de duas espécies da planta medicinal

Uma pesquisa de doutorado que analisa a composição metabólica de duas plantas medicinais distintas – ambas conhecidas como saião e utilizadas no Brasil para os mesmos fins – revelou diferenças significativas na quantidade e na variedade de seus componentes com ação antioxidante, sobretudo flavonoides e fenóis. O estudo, realizado por Guilherme Pinheiro no Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, comprovou que a Kalanchoe pinnata e a Kalanchoe crenata não devem ser empregadas de maneira intercambiável. O trabalho apontou, ainda, a presença de compostos bioativos em plantas ornamentais do mesmo gênero taxonômico, o que indica uma potencial ação terapêutica.

O trabalho de Pinheiro integra uma linha de pesquisa dedicada a investigar a composição fitoquímica das plantas medicinais mais populares no Brasil, em curso no Laboratório de Metabolômica e Espectrometria de Massas (LabMetaMass) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp. “O objetivo foi construir um arcabouço de compostos químicos, muitos dos quais ainda não registrados na literatura, para pesquisas futuras sobre substâncias bioativas, como são chamadas as moléculas e os compostos moleculares produzidos por vegetais que, quando ingeridos por nós, produzem efeitos benéficos ou nocivos para o nosso organismo”, afirma o pesquisador. Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o estudo foi orientado pela professora da FCF Alexandra Sawaya, coordenadora do LabMetaMass.

A primeira descoberta de Pinheiro se deu no início do estudo. Logo após receber as mudas com as quais trabalharia, adquiridas de produtores de plantas medicinais, o biólogo e sua orientadora constataram que duas espécies diferentes estavam sendo comercializadas com o mesmo nome popular e, portanto, com o mesmo propósito. Encontradas em toda a extensão do território brasileiro, a K. crenata, uma planta nativa, e a K. pinnata, originária da África, são comumente usadas para tratar problemas respiratórios e gastrointestinais, além de feridas. Todavia, o consumo deve ser feito com parcimônia. “É muito comum, quando alguém descobre que o saião faz bem para dor de estômago, por exemplo, passar a comer todo dia. Por tradição, sabemos que são espécies seguras e medicinais. Porém, dependendo da concentração, há um potencial tóxico”, alerta Sawaya.

Praticamente idênticas quando brotam, basta começarem a se desenvolver para que despontem as primeiras singularidades. Ao acompanhar a evolução das mudas, Pinheiro notou o surgimento de diferenças morfológicas relevantes nas folhas – a parte utilizada para fins fitoterápicos – e decidiu conduzir um estudo com o objetivo de conferir se as espécies possuíam as mesmas propriedades. Para tanto, coletou folhas de cada espécie em cinco estágios distintos de desenvolvimento – do mais jovem ao mais maduro – e preparou um extrato específico para cada uma. Todas as soluções foram submetidas à análise metabolômica, processo que permite examinar o conjunto de metabólitos, ou seja, moléculas resultantes da metabolização das substâncias de um organismo. “Os compostos usados na produção de fitoterápicos são todos originados do metabolismo da planta”, justifica.

“A metabolômica abrange toda a variabilidade da composição química de um organismo. Não se concentra em nenhum composto específico, mas no maior número possível. Assim, é possível trabalhar de um ponto neutro, a partir do que a planta traz e do tratamento dado a essas informações, e identificar quais marcadores são relevantes ou não, em relação à genética, ao cultivo e à idade da folha, por exemplo”, explica Sawaya. Seu estudo envolve tanto os produtos resultantes do metabolismo primário do vegetal – açúcares, lipídios e outras substâncias básicas para suas funções essenciais –, como também os metabólitos secundários, envolvidos em funções diversas, como a proteção contra patógenos e a interação com o ambiente. “Esses são os principais envolvidos com as propriedades terapêuticas”, pontua o biólogo.

Para diferenciar os metabólitos de cada extrato, Pinheiro combinou o emprego de duas metodologias, a cromatografia e a espectrografia de massa. Enquanto a primeira separa cada composto químico presente em uma solução, a segunda fornece a relação entre massa e carga das moléculas desmembradas. “A metabolômica trabalha com um volume muito grande de amostras e olha para milhares de coisas de uma vez, o que gera um resultado de alta complexidade. Foram levantados mais de 2 mil compostos por amostra”, destaca. Após consultar bancos de dados, o biólogo listou centenas de fórmulas e elaborou uma proposta de composição para cada uma.

O resultado da comparação metabolômica da K. crenata e da K. pinnata mostrou que, em todas as fases do desenvolvimento, os extratos preparados com as folhas da planta africana apresentaram maior atividade antioxidante e mais fenóis e flavonoides – duas classes de compostos químicos que possuem ação bioativa comprovada – em relação às soluções correspondentes da espécie brasileira. A análise também mostrou que os extratos de folhas mais jovens apresentaram maior potencial fitoterápico, independentemente do vegetal avaliado. “Como muitas pessoas confundem as duas plantas, utilizando uma pensando ser a outra, é importante que saibam dessa diferença, pois a K. pinnata contém uma quantidade de bioativos muito superior, principalmente quando as folhas novas são consumidas”, sinaliza Sawaya.

Dada a superioridade antioxidante da K. pinnata, Pinheiro conduziu um novo experimento, focado exclusivamente na planta africana, dessa vez para avaliar a resposta de seu metabolismo a certas alterações ambientais. Trabalhou, então, com duas variáveis controláveis – água e luz – e cultivou as mudas em seis cenários distintos. Em três deles, modulou a disponibilidade hídrica; no restante, a luminosidade. “Não houve variabilidade entre indivíduos, porque usamos clones”, esclarece o pesquisador. Passados 15 dias, Pinheiro analisou a metabolômica de todos os grupos, repetindo o processo anterior. “Vimos que todas as mudas se mostraram parecidas quimicamente, o que revela tratar-se de uma espécie bastante estável. No universo das plantas medicinais, esse resultado é excelente, pois confirma que é possível cultivá-la em casa, no campo ou em outros ambientes. As propriedades permanecerão relativamente intactas”, pondera a orientadora.

Para concluir a pesquisa, Pinheiro combinou a abordagem metodológica anterior com um trabalho de bioprospecção, para o qual utilizou um software que fornece um prognóstico do potencial de bioatividade de compostos químicos, e fez o levantamento do potencial medicinal de outras 21 espécies pertencentes ao gênero Kalanchoe, todas comercializadas como plantas ornamentais. O pesquisador listou centenas de compostos, alguns dos quais ainda não identificados na literatura acadêmica, e elencou quais dessas espécies têm maior probabilidade de aproveitamento como fitoterápicos.

VivaBem UOL: Farmacêutico formado pela Unicamp fala sobre medicamentos consumidos no Brasil, mas proibidos em outros países

Kauê de Oliveira Chinaglia, farmacêutico formado pela Unicamp e atualmente estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, sob orientação do Prof. Dr. José Luiz da Costa, foi consultado pelo VivaBem UOL a respeito de medicamentos proibidos em outros países, mas consumidos no Brasil, como a dipirona, sibutramina e clobutinol. Leia mais: Dipirona, nimesulida e mais: por que eles são proibidos?

A reportagem também foi republicada na Seleções do Reader’s Digest e na Forum.

Em abril, Chinaglia foi consultado pelo VivaBem UOL a respeito do consumo de zinco.

Fórum Permanente discute drogas K no contexto da ciência, da saúde, da segurança e das relações sociais e trabalhistas

Acontecerá no dia 6 de junho, das 9h às 17h, no Centro de Convenções da Unicamp, o Fórum Permanente – Drogas K no contexto da Ciência, Saúde, Segurança, Relações Sociais, e Trabalhistas. A organização é do Gabinete do Reitor e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio – CIPA da Unicamp. Entre os convidados os professores Gonzalo Vecina Neto, João Paulo Becker Lotufo e Mauricio Yonamine, a farmacêutica Lúcia Decot Sdoia, o perito criminal federal Rogerio Matheus Vargas e o delegado Edson Geraldo de Souza. Inscrições gratuitas.

Trabalhos de conclusão de curso do 1º semestre de 2024

Data e horárioAluno(a)OrientaçãoTrabalho de conclusão de curso
27/5
9h
Daniella Mulero BoaventuraDaniel Fabio KawanoExplorando o potencial de neuroplasticidade da cetamina: uma monografia sobre a sua ação no tratamento da depressão refratária
10/6
10h
Vitória Rinaldi CatharinoWanda Pereira AlmeidaO impacto do uso prolongado de Inibidores de Bomba de Prótons e a importância de sua desprescrição
12/6
14h
Riky AikawaStephen HyslopAção da doxiciclina sobre as alterações hemodinâmicas causadas pelo veneno da serpente Bothrops jararacussu (jararacuçu)
14/6
10h
Catharina Augusta de Almeida PimentelRodrigo Ramos CatharinoA influência das mídias digitais na automedicação: Impacto Social, Econômico e Regulatório
17/6
10h
Samira Elisa Alves GeraldoLaura de Oliveira NascimentoEstudo da influência dos tensoativos de nanopartículas lipídicas nas propriedades físico-químicas, antimicrobianas e de interação celular
17/6
14h
Mariana Moreira RochaAlexandra Christine Helena Frankland SawayaAloe vera – Revisão literária sobre o uso tópico e ingestão oral
18/6
10h
Gabriela Carolina de OliveiraAlexandra Christine Helena Frankland SawayaO uso Seguro de Hibisco Sabdariffa no controle de pressão arterial
19/6
9h30
Larissa Kaori Nomi KuniyoshiLaura de Oliveira NascimentoBalas de gomas como forma farmacêutica para veiculação de vitaminas
20/6
13h
Letícia Cristina Moreira CarvalhoJosé Luiz da CostaManchas de sangue seco em papel (Dried Blood Spots, DBS) como técnica de microextração em toxicologia forense post mortem para identificação de antidepressivos tricíclicos
20/6
14h
Anna Elídia Oliveira Brustolin de SiqueiraPriscila Gava MazzolaElaboração de tabela e cartilha de Atenção Farmacêutica para atendimento a pacientes em alta com sonda do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (CAISM) – Trabalho de estágio supervisionado em farmácia hospitalar
20/6
15h
Letycia Evelyn Evaldo de AbreuPaulo Cesar Pires RosaBioisenção de medicamentos: requisitos das principais agências reguladoras
21/6
9h
Júlia Lima OliveiraMagnun Nueldo Nunes dos SantosO uso de índices hematimétricos no diagnóstico diferencial de Talassemia Beta Menor e Anemia Ferropriva: uma revisão da literatura científica
21/6
10h
Marina Gasparotto de AndradePatricia MorielRelato de experiência: construindo uma atividade de orientação sobre o Uso Racional de Medicamentos para pessoas idosas
21/6
14h
Julhiana Ayumi IrokawaMary Ann FoglioFragaria spp.: Estudo do potencial farmacológico em modelos in vitro dos extratos dos resíduos verdes de produção

Apuração dos votos da Consulta à Comunidade para escolha do Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp – Gestão 2024-2028

A apuração dos votos da Consulta à Comunidade para escolha do Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp – Gestão 2024-2028 aconteceu no Auditório da FCF às dezessete horas do dia 21 de maio, logo após o encerramento da votação. Representando a Comissão Eleitoral, estiveram presentes a Profª Drª Mary Ann Foglio e os servidores Glauciane Clemente e Gustavo Teramatsu. Também compareceram os servidores Adriana Petraglia e Silas Almeida. Apurou-se que os candidatos Prof. Dr. Jörg Kobarg (diretor) e a Profª Drª Wanda Pereira Almeida (diretora associada) obtiveram 68,32% dos votos ponderados, conforme apresentado abaixo. O resultado será encaminhado à Congregação da Faculdade para elaboração da lista tríplice. A posse da nova Diretoria está marcada para o próximo dia 19 de agosto.

Conheça o colégio eleitoral da Consulta à Comunidade para escolha do Diretor da FCF

A Comissão Eleitoral divulga o colégio eleitoral da Consulta à Comunidade para escolha do Diretor da FCF. Serão 397 eleitores, sendo 356 estudantes, 23 servidores das carreiras PAEPE e Pq e 18 docentes.

Colégio Eleitoral2016 (A)2020 (B)2024 (C)Variação A-BVariação B-CVariação A-C
Estudantes21330135641,31%18,27%67,13%
Servidores técnicos e administrativos71723142,85%35,29%228,57%
Docentes1617186,25%5,88%12,5%

A seguir, estão relacionadas as matrículas de todos os eleitores:

FCF debate com o candidato a diretor

O debate com o professor Jörg Kobarg, candidato a diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp para a gestão 2024-2028 foi realizado na tarde de 15 de maio de 2024, no Auditório da Escola de Educação Corporativa da Unicamp — Educorp. Com mediação da professora Mary Ann Foglio, presidente da Comissão Eleitoral, participaram do debate a professora Wanda Pereira Almeida, candidata a diretora associada, professores, funcionários e estudantes de graduação e pós-graduação da Faculdade. O professor Jörg fez uma apresentação do programa de gestão e respondeu questões do público.

Comissão Eleitoral divulga regras para o debate geral de 15 de maio

A Comissão Eleitoral agendou o debate para o dia 15 de maio, a partir das 14h30, no Auditório da Educorp, a Escola de Educação Corporativa da Unicamp, que fica na Rua Saturnino de Brito, 323, em frente o RS.

As regras podem ser consultadas aqui.

O debate contará com a participação do Prof. Dr. Jörg Kobarg, candidato a diretor, que tem como diretora associada a Profª Drª Wanda Pereira Almeida. A mediação será feita pela Profª Drª Mary Ann Foglio, presidente da Comissão Eleitoral.

Leia mais: Programa de Gestão “Conexão e Reconhecimento: Harmonia para o Crescimento”: Jörg e Wanda 2024-2028

O debate terá três blocos:

I) Exposição pelo candidato de seu plano de trabalho
II) Debate do candidato com a participação da comunidade acadêmica em geral
III) Considerações finais

Para o segundo bloco, até quinze perguntas da plateia serão sorteadas em sete áreas:

I) Políticas de extensão
II) Políticas de pesquisa e pós-graduação
III) Políticas de ensino
IV) Valorização e capacitação dos servidores
V) Políticas estudantis e mobilidade acadêmica
VI) Financiamentos para FCF
VII) Infraestrutura e Gestão

Jornada de IC continua em 14 de maio

Seguindo com a Jornada de IC, no dia 14 de maio, a partir das 18h30, na sala PB08, o CAFARMA receberá o professor Paulo Rosa, que falará sobre o tema Indústria farmacêutica: onde posso atuar?. Depois, a graduanda Giovanna Rossi Dotoli falará sobre sua pesquisa de iniciação científica Desenvolvimento de formulação tópica utilizando grãos verdes de café para aplicação em processos cicatrizantes, com financiamento da FAPESP, orientada pela professora Priscila Mazzola no Laboratório de Farmacotécnica e Cuidado em Saúde.