Início Autores Posts por Pós-Graduação

Pós-Graduação

202 POSTS 0 COMENTÁRIOS

Revista do Farmacêutico do CRF-SP destaca cuidado farmacêutico em cosmetologia

Reportagem publicada na Revista do Farmacêutico n. 154, publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, destacou o cuidado farmacêutico em cosmetologia, a partir do relato da professora Gislaine Ricci Leonardi, da FCF/Unicamp, coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Cosmetologia do CRF-SP

PDF

Texto: José Carlos do Nascimento (CRF-SP)

Cosméticos e produtos de higiene são produtos que interferem diretamente na saúde das pessoas e o farmacêutico pode atuar no segmento aproveitando seu conhecimento técnico e científico

Cosméticos são vendidos livremente nas prateleiras de drogarias e até mesmo pela internet, mas precisariam ser preparados e apresentados com responsabilidade para o público. O farmacêutico pode atuar na orientação desta classe de produtos de várias maneiras, aproveitando seu conhecimento em formulações, ingredientes e efeitos dos produtos na pele e em seus anexos.

Esta atuação é ampla e pode proporcionar um cuidado integral e personalizado aos indivíduos. Além da orientação sobre a escolha do produto adequado e modo correto de utilização, o farmacêutico pode atuar na manipulação, ou seja, na pesquisa e desenvolvimento de novas formulações. O vasto conhecimento técnico adquirido em várias disciplinas durante a graduação em Ciências Farmacêuticas permite ao farmacêutico um conhecimento amplo sobre as formulações cosméticas.

Cosméticos são preparações constituídas por substâncias naturais e sintéticas de uso externo nas diversas partes do corpo humano, como pele, unha, sistema capilar, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas de mucosa da cavidade oral, com o objetivo de limpar, perfumar, alterar aparência, corrigir odores corporais, proteger e manter essas diversas partes do corpo humano saudáveis e bonitas.

Profª Drª Gislaine Ricci Leonardi


Para a Dra. Gislaine Ricci Leonardi, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp e coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Cosmetologia do CRF-SP, o farmacêutico é um profissional bastante capacitado para atuar na área cosmética. Segundo a professora, a disciplina de cosmetologia possibilita ao farmacêutico atuação profissional, tanto na parte de pesquisa e desenvolvimento das formulações, quanto na parte dos estudos de segurança e eficácia das formulações.

Dra. Gislaine acrescenta que além da graduação, o profissional pode se especializar em cosmetologia por meio de cursos de pós-graduação stricto sensu. “Isto tem permitido a formação de mestres e doutores expertises nas ciências cosméticas. Logo, há muitos farmacêuticos capacitados em orientar sobre a escolha e uso racional de dermocosméticos, promovendo cuidado farmacêutico à população, para que esta possa envelhecer com mais qualidade de vida e consequentemente mais saúde”, ressaltou.

A especialista considera que cosméticos também podem ser usados para prevenção do envelhecimento precoce da pele. Para tanto, indica a aplicação contínua de produtos adequados em todas as partes do corpo. “No entanto, algumas dessas partes como face, pescoço e colo necessitam de cuidados mais intensos, uma vez que são nessas regiões que se notam os sinais precoces do envelhecimento cutâneo”, observou.

Autoestima e saúde

Dra. Gislaine explica que a Unicamp, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), realizou alguns projetos de extensão que visavam oferecer oficinas de automaquiagem a pacientes oncológicas do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism). A atividade consistia em oficinas sobre uso racional de cosméticos, técnicas de maquiagem a serem utilizadas no dia a dia e orientações gerais de cuidado farmacêutico sobre o cuidado da saúde da pele.

As ações educativas ofereceram técnicas de maquiagem. Na frente do espelho as próprias pacientes aplicavam a automaquiagem aprendida, pintando toda a região da face com itens individuais de maquiagem. Ao final da ação, os pesquisadores verificaram relatos das pacientes de que a maquiagem as influenciavam positivamente no bem-estar e no enfrentamento da doença.

“Há décadas estudos demonstram a clara relação entre autoestima e atratividade física, reconhecendo também a importância do assunto no relacionamento interpessoal. As oficinas contribuíram para adesão ao tratamento, uma vez que foi possível criar um vínculo entre as pacientes e a equipe envolvida, tornando o tratamento mais humanizado. Foi possível observar os efeitos positivos, que demonstraram melhora na autoestima, na esperança e, consequentemente, na qualidade de vida das participantes”, concluiu a Dra. Gislaine.

Oportunidade de bolsa TT-3 Fapesp em bacteriologia molecular e estrutural

O Dr. Gustavo Mercaldi, pesquisador do LNBio / CNPEM e professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, está recrutando graduados nas áreas de saúde interessados em cursar a pós-graduação, em projeto multidisciplinar envolvendo técnicas de biologia molecular, bioquímica, biofísica, química-biológica e biologia celular. A bolsa TT-3 é de 40 horas semanais. Os interessados podem enviar currículo e histórico escolar de graduação para o endereço de e-mail gustavo.mercaldi [at] lnbio.cnpem.br

Projeto Raízes recebe inscrições para a SECUFA 2024

Até o dia 27 de setembro, o Projeto de Extensão Raízes recebe inscrições de estudantes para a Semana de Cuidado Farmacêutico — SECUFA, que acontecerá de 28 a 30 de novembro de 2024 (quinta-feira a sábado).

Akila Lara de Oliveira, egressa da FCF, vence o Prêmio CAPES de Tese

Akila Lara de Oliveira, doutora em Farmacologia pela Unicamp, foi a vencedora do Prêmio CAPES de Tese 2024 na área Ciências Biológicas II. Ele é autora da tese de doutorado Efeito do metilglioxal na função miccional em camundongos: estudo funcional e molecular, que desenvolveu sob orientação do Prof. Dr. Edson Antunes.

O trabalho foi defendido em novembro de 2023. Atualmente, Akila é pós-doutoranda no Laboratório de Farmacologia do Trato Urogenital e Inflamação, no Departamento de Medicina Translacional – Área de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas, onde dá continuidade aos estudos relacionados à disfunção da bexiga diabética, condição que afeta mais da metade dos pacientes diagnosticados com diabetes mellitus.

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp faz parte da trajetória acadêmica de Akila. Em 2017, ela ingressou na primeira turma do curso de Mestrado, logo depois de se formar médica veterinária pela Universidade de Sorocaba. Orientada pela Drª Ana Lúcia Tasca Gois Ruiz, defendeu a primeira dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, em julho de 2019.

Durante sua formação na pós-graduação na Unicamp, Akila atuou no Programa de Estágio Docente da FCF em diversas disciplinas do curso de graduação em Farmácia, como Metodologia e Informação Científica, Farmacoepidemiologia, Saúde Coletiva nas Ciências Farmacêuticas, Laboratório Clínico I, Biologia Molecular, e Plantas Medicinais e Tóxicas, tendo atendido mais de duzentos estudantes de graduação. Entre suas experiências mais recentes relacionadas ao ensino, está a apresentação do trabalho Curricularização da extensão na graduação em farmácia: experiência em saúde coletiva no IX Congresso de Extensão em Cultura da UFABC, em coautoria com a doutoranda Vanessa Gomes Lima e a Profª Drª Taís Freire Galvão.

Leia mais: Publicado o resultado final do Prêmio CAPES de Tese 2024

Leia mais: Unicamp conquista quatro prêmios Capes de Tese 2024 e cinco menções honrosas

Anvisa e CRF-SP alertam para riscos do uso de medicamentos agonistas GLP-1, como o Ozempic

Neste 17 de setembro, Dia Mundial da Segurança do Paciente promovido pela Organização Mundial da Saúde, o Comitê de Farmacovigilância do CRF-SP, coordenado pela Profª Drª Patricia Moriel, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, organizou um webinar com o tema Possíveis riscos no uso de semaglutida e outros análogos de GLP-1, trazendo orientações para o manejo dos pacientes. O webinar também teve a participação do Dr. Maurício Wesley Perroud Junior, do Hospital Estadual de Sumaré.

Medicamentos que contêm princípios ativos da classe dos agonistas do receptor de peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1) — semaglutida (Ozempic, Rybelsus, Wegovy), liraglutida (Saxenda, Victoza), liraglutida + insulina degludeca (Xultophy), lixisenatida (Soliqua), tirzepatida (Mounjaro) e dulaglutida (Trulicity) — provocam o retardamento gástrico e podem aumentar o risco de aspiração em procedimentos com anestesia geral ou sedação profunda, conforme recente alerta emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

A aspiração e a pneumonia por aspiração podem ser causadas pela inalação acidental de alimentos ou líquidos para uma via respiratória ou podem ainda ocorrer quando o conteúdo do estômago volta para a garganta.

A orientação é que os profissionais de saúde devem questionar os pacientes que serão submetidos a cirurgias com anestesia ou sedação profunda acerca do uso desses medicamentos. Além disso, devem adotar medidas para garantir a ausência de conteúdo gástrico residual antes da realização de procedimentos anestésicos.

Notícias de interesse e o webinar na íntegra estão a seguir:

Leia mais: CRF-SP | Agência divulga alerta de risco com uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1 em anestesia geral

Leia mais: CRF-SP | Medicamentos análogos de GLP-1 e ligação com pensamentos suicidas: trabalhos científicos discutem o tema

Leia mais: G1 | Anvisa alerta sobre risco do uso de remédios contra obesidade antes de procedimentos com anestesia

Leia mais: Anvisa alerta sobre risco do uso de medicamentos agonistas GLP-1 em pacientes que serão submetidos a anestesia ou sedação profunda

FCF publica edital do Prêmio Egresso Destaque 2024

Egressos dos cursos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp há pelo menos cinco anos poderão concorrer ao Prêmio Egresso Destaque da Unicamp 2024.

O formulário de inscrição estará aberto de 14 a 28 de outubro de 2024. Entre os documentos necessários, estão uma carta de motivação, currículo atualizado, cópia de diploma e outros documentos. Os candidatos deverão ter perfil na Plataforma Alumni Unicamp.

O edital pode ser consultado abaixo:

Documentos
Deliberação CONSU-A-014/2023 — Cria o Prêmio Egresso Destaque da Unicamp e estabelece seu regulamento
Edital FCF n. 07/2024 — Prêmio Egresso Destaque da Unicamp
Portaria Interna FCF n. 25/2024 — Comissão Julgadora do Prêmio Egresso Destaque da Unicamp 2024

Projeto com patrocínio da Global Grand Challenges busca simplificar o entendimento de bulas com o uso de inteligência artificial

Texto: Gustavo Teramatsu | Foto: Ariadne Barroso/Shutterstock

O projeto Arquitetura de rede neural transformer no treinamento de um Modelo de Linguagem de Grande Porte (LLM) para o acesso a informações sobre o uso de medicamentos (Neural Network Transformer Architecture in Training a Large Language Model (LLM) for Accessing Information on Medication Use), liderado pela professora Elisdete Maria Santos de Jesus, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, é uma das nove propostas aprovadas entre 235 submissões de todo o país no edital Grand Challenges Inteligência Artificial — iniciativa do programa Grand Challenges Brazil, resultado da parceria da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e da Fundação Bill & Melinda Gates, por meio da Global Grand Challenges.

O projeto está vinculado à pesquisa de doutorado em Ciências Farmacêuticas de Amancio Damasceno, farmacêutico e mestre em Ciências da Saúde e Biológicas pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, orientado pela professora Elisdete. O objetivo é treinar um modelo de linguagem de grande porte (LLM) para leitura de bulas de medicamentos e geração de resumos precisos e atualizados de como utilizar o medicamento que sejam mais fáceis de entender por pacientes e profissionais de saúde.

“Um destaque importante é que, dos nove projetos de IA selecionados, seis são liderados por mulheres, isso é um avanço significativo, pois a tecnologia historicamente tem sido dominada por homens”, sublinhou Ana Estela Haddad, professora titular da USP e atual secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, que participou do Seminário Marco Zero da Chamada Grand Challenges de Inteligência Artificial, realizado no último dia 28 de agosto. O encontro foi o primeiro contato entre pesquisadores e gestores do Ministério da Saúde, para alinhamento das propostas selecionadas em relação às expectativas e as necessidades das áreas técnicas envolvidas e discussão da aplicabilidade ao Sistema Único de Saúde. Também estão previstos seminários parciais e um seminário final.

As propostas aprovadas no Brasil foram anunciadas no último dia 31 de julho junto com projetos que serão desenvolvidos em dez países da África — África do Sul, Camarões, Etiópia, Gana, Madagascar, Quênia, República Centro-Africana, Ruanda, Senegal e Uganda.

Pesquisadores no Seminário Marco Zero, no último dia 28 de agosto. Foto: acervo pessoal

Leia mais: CNN Brasil: Bill Gates afirma que Inteligência Artificial mudará nossas vidas em 5 anos

Leia mais: Grand Challenges Global Partnership: Catalyzing Equitable AI Use for Improved Global Health Grants Awarded

Leia mais: Pesquisadores e gestores discutem o uso de inteligência artificial para melhoria do SUS

Leia mais: Grupo liderado pela UFMG desenvolve IA para prescrição acessível de medicamentos

Egresso da FCF é eleito representante estudantil em seção da Society of Toxicology

Publicado originalmente no site da FCM por Karen Menegheti de Moraes

Leonardo Costalonga Rodrigues, aluno do Programa de Pós-graduação em Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, foi selecionado como representante dos estudantes da The Ethical, Legal, Forensics, and Societal Issues Specialty Section (ELFSI) da Society of Toxicology (SOT). Ele ocupará o cargo até 2025. A Sociedade reúne cerca de 8 mil membros de 70 países.  

O aluno conta que a seleção veio meses após receber o Graduate Student Award pela ELFSI, em conferência da SOT. “Em ambas as ocasiões fiquei surpreso por ser o escolhido, mas também muito feliz. Após ter feito parte de algumas representações nacionais, uma internacional com certeza impulsionará minha carreira”. Leonardo conta que a atual gestão planeja o congresso de 2025 da SOT, que deve reunir mais de cinco mil pessoas.  

Leonardo espera compartilhar os conhecimentos que adquiriu em experiências anteriores, como no Comitê de Jovens Toxicologistas da Sociedade Brasileira de Toxicologia e na Liga Acadêmica de Toxicologia da Unicamp. Além disso, destaca que sua chegada à posição na ELFSI foi impulsionada também pelo doutorado sanduíche, iniciado em 2022 na FCM e atualmente em andamento na University of Utah, nos Estados Unidos. Essa experiência permitiu sua participação na conferência da SOT e resultou na premiação e eleição pela ELFSI.

“Em minha principal área de atuação na toxicologia, a discussão de questões éticas e legais se faz de grande valia, dada a grande diversidade de problemas de saúde e sociais relacionados ao consumo ilícito de substâncias. Como representante estudantil, acredito que consigo ter uma visão diferente do cenário que cerca essa temática”, pontua o estudante.

Para José Luiz da Costa, orientador de Leonardo no PPG e coordenador do Laboratório de Toxicologia Analítica da Unicamp, ter um representante brasileiro em uma das seções especializadas da SOT demonstra o crescimento da toxicologia no Brasil. “O fato deste representante ser de nossa universidade reforça a importância que a Unicamp tem para o ensino e pesquisa na área no país”, completa.

Além disso, o docente acrescenta: “a representação na ELFSI eleva a visibilidade internacional do Programa de Pós-graduação em Farmacologia da FCM, além de facilitar a realização de colaborações científicas globais, fortalecendo a pesquisa e o ensino em nossa instituição”.

Sobre a ELFSI

A Seção de Especialidade em Questões Éticas, Legais, Forenses e Sociais é voltada a toxicologistas interessados no impacto mais amplo da pesquisa, tanto na tomada de decisões bioéticas e sociais quanto na condução e aplicação de estudos em toxicologia. Seus objetivos incluem explorar como a pesquisa contribui para o pensamento bioético e a formulação de políticas públicas, além de servir como ponto de encontro para membros da Sociedade de Toxicologia que desejam discutir questões éticas, legais, forenses e sociais.

Sobre a SOT

Fundada em 1961, a Society of Toxicology é uma organização profissional e acadêmica de cientistas de instituições acadêmicas, governo e indústria, representando a grande variedade de cientistas que praticam toxicologia nos Estados Unidos e no exterior. A missão da SOT é criar um mundo mais seguro e saudável, avançando a ciência e aumentando o impacto da toxicologia.

Estudantes de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas participam da sexta edição do Ciência Aberta, no CNPEM

Texto: Gustavo Teramatsu

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais promoveu, nos dias 9 e 10 de agosto, a sexta edição do Ciência Aberta, que acontece desde 2016. A edição de 2024 é a segunda a ser promovida após uma interrupção de três anos devido à pandemia de Covid-19. Neste ano, foram dois dias de evento, o primeiro deles reservado a excursões de estudantes desde o ensino fundamental até o ensino superior. Ao todo, o público foi de mais de 21 mil pessoas.

Esta importante iniciativa de divulgação científica contou com o apoio de pós-graduandos da FCF. O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas conta com a participação de pesquisadores dos Laboratórios Nacionais do CNPEM em seu corpo docente e discente desde 2020. No segundo semestre de 2024, nove mestrandos e oito doutorandos da FCF desenvolvem pesquisas naquele centro, sob orientação de Adriana Franco Paes Leme Squina, Ana Carolina Migliorini Figueira, Artur Torres Cordeiro, Daniela Barretto Barbosa Trivella, Gustavo Fernando Mercaldi, Marcio Chaim Bajgelman, Paulo Sergio Lopes de Oliveira e Silvana Aparecida Rocco, do Laboratório Nacional de Biociências, e de Leticia Maria Zanphorlin Murakami, do Laboratório Nacional de Biorrenováveis.

Leia mais: 6ª edição do Ciência Aberta no CNPEM reúne mais de 21 mil visitantes em dois dias de evento

“O evento foi planejado para tornar a ciência acessível e interessante para pessoas que não tem contato com esse meio, desde crianças até adultos. Um grande destaque foram as áreas de experimentos e oficinas ao vivo, onde visitantes podiam participar de forma ativa. Cada estande oferecia explicações sobre projetos científicos em andamento no CNPEM e instituições parceiras. Os voluntários se esforçaram em passar conhecimento de forma lúdica, por demonstrações práticas e modelos tridimensionais ou maquetes, que simulavam sistemas biológicos e explicavam fenômenos naturais”, explicou o estudante de Doutorado em Ciências Farmacêuticas Henrique Niero, que participou da organização e apresentação de oficinas e estandes relacionados à descoberta de fármacos.

“Foi um evento muito bom. Mostramos modelos 3D de proteínas e também estruturas de proteínas em um tablet com óculos 3D para ficar mais clara a conformação tridimensional desse mundo para os visitantes. Achei bem legal o interesse das pessoas, e como tornar tudo mais palpável aproxima o público, fazendo entender algo muitas vezes abstrato de forma mais concreta”, avaliou o doutorando Amauri Donadon Leal Junior, que participou da apresentação do Laboratório de Biologia Computacional do LNBio.

A mestranda em Ciências Farmacêuticas Bárbara Carvalho dos Reis, voluntária na atividade Explorando o mundo do DNA, voltada para crianças, onde puderam aprender a extrair DNA de banana com reagentes caseiros, como sal de cozinha e detergente, também teve uma avaliação positiva do evento. “Eu poderia passar horas falando do Ciência Aberta, pois amo o evento e a oportunidade de divulgação científica para a comunidade. Foram dias intensos de muito trabalho, mas igualmente recompensadores. Cada pessoa que passava pela nossa oficina e saía inspirada de alguma forma, com um sorriso no rosto ou maravilhada vendo o experimento dar certo, renovava a minha motivação e fé na pesquisa. A ciência nada é quando olhamos apenas para o individual. Ciência é feita em conjunto e só faz sentido quando retorna para o coletivo, seja de forma material ou através do conhecimento. É por isso que fazemos pesquisa: para todos”.

Da mesma forma, Henrique Niero refletiu sobre a importância da divulgação científica para os pós-graduandos. “O evento proporcionou aos pesquisadores e voluntários a conexão com o público, compartilhando seus estudos e interesses científicos. Por passar tanto tempo dedicados à pesquisa, dentro de grandes centros de alto nível, acabamos por perder a conexão com o que está fora desse contexto, e algo que é tão avançado e complexo do ponto de vista científico, acaba por se tornar comum entre pesquisadores da área. O Ciência Aberta consegue, dessa forma, renovar nossa energia como pesquisadores e lembrar que a pesquisa é feita para a sociedade e destacar a importância de tornar a ciência acessível para todas as pessoas”.

“Minha Pesquisa”: Carolina Dagli Hernandez

Confira mais um vídeo da série Minha Pesquisa, produzido pela equipe da Assessoria de Comunicação da FCF.

Neste mês, a convidada é Carolina Dagli Hernandez, pós-doutoranda do Laboratório de Farmácia Clínica — CLIPHAR, sob supervisão da Profª Drª Patricia Moriel.

Carolina estuda como as informações genéticas dos pacientes podem ser importantes para melhorar a prescrição de medicamentos para dor pós-operatória.