Defesa de Dissertação de Mestrado — Isamara Rodrigues Barbosa
Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
Isamara Rodrigues Barbosa
Enriquecimento de proteínas em saliva e fluido lacrimal utilizando óxido de grafeno por proteômica baseada em espectrometria de massas
Auditório da FCF
Presidente
Drª Adriana Franco Paes Leme — LNBio / CNPEM
Membros titulares
Prof. Dr. Antonio Riul Jr — IFGW / Unicamp
Drª Bianca Alves Pauletti — LNBio / CNPEM
Membros suplentes
Drª Ana Lúcia Tasca Gois — FCF / Unicamp
Profª Drª Leticia Marie Minatogau Ferro — LNBio / CNPEM
Resumo
Introdução:A proteômica baseada em espectrometria de massas permite identificar, e quantificar proteínas em larga escala, sendo estratégica para compreender processos biológicos. Entretanto, com a ampla faixa dinâmica de concentração de matrizes complexas, nem sempre é possível atingir a profundidade analítica. Os nanomateriais têm surgido como alternativa para enriquecimento proteico via formação de corona, destacando-se o óxido de grafeno (GO) por sua alta área superficial, grupos funcionais e afinidade por biomoléculas. Este estudo utilizou GO para enriquecimento de proteínas para ampliar a cobertura do proteoma de saliva e fluido lacrimal analisado por cromatografia liquida acoplada a espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS). A caracterização da corona proteica por DLS, AFM e FTIR indiciou aumento no diâmetro hidrodinâmico de 761.5 nm (S-PC) e 257.0 (T-PC), na morfologia de superfície de ~2.7nm (S-PC) e ~5 nm (T-PC) e modificações em grupos funcionais e o aparecimento de grupos de amida I,II e III compatíveis com a adsorção proteica. A análise por LC/MS-MS em replicatas técnicas (n=3) revelou um ganhou ao número de proteínas identificadas e quantificadas, especialmente para o proteoma da saliva, sendo 1.662 proteínas na corona salivar (S-PC) e 421 na corona lacrimal (T-PC), em comparação a 1.468 e 416 nos fluidos sem tratamento com GO. Os agrupamentos hierárquicos mostraram perfis distintos separando perfeitamente os grupos entre proteínas adsorvidas e solúveis. Em acréscimo, as proteínas enriquecidas na corona da saliva e no fluido lacrimal estão associadas a processos de resposta imune e a compartimento celulares como vesículas e grânulos secretores. Esses padrões reforçam subproteomas distintos entre os biofluidos , refletindo diferenças nos mecanismos de secreção e função (valor de p ajustado < 0,05). A anotação celular baseada em dados de RNAseq revelou enriquecimento em proteínas de células imunes, sugerindo contribuição celular diferencial nos biofluido, bem como, potenciais marcadores de câncer. Os resultados demonstram o GO como estratégia eficiente para enriquecimento de proteínas de biofluidos que podem ser potenciais biomarcadores.



