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Semana de Atividades de Pesquisa e Extensão em Cosmetologia leva orientação sobre cuidados com a pele à comunidade

Publicado originalmente pela PROEEC

Texto: Ana Ornelas | Fotos: José Irani

Nos dias 16 e 17 de outubro, a entrada do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp se transforma em um espaço de conscientização sobre cuidados com a pele, hidratação e proteção solar, durante a Semana de Atividades de Pesquisa e Extensão em Cosmetologia (SEAPEC). A ação é promovida por alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), sob orientação da professora Gislaine Ricci, e é contemplada pelo 6º Edital ProEEC PEX, da Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC).

O evento tem como objetivo aproximar a universidade da população, oferecendo orientações práticas sobre fotoproteção e hidratação, temas que, segundo Gislaine, ainda carecem de informação acessível para boa parte da sociedade. “Os alunos vão conversar com os acompanhantes dos pacientes do HC, explicar a importância de proteger a pele da radiação solar e demonstrar o uso correto de produtos como protetores e hidratantes”, contou Gislaine.

À esquerda, Gislaine Ricci, orientadora do projeto e, ao seu lado, a estudante Maria Eduarda Eid Martins, organizadora da SEAPEC.

Cerca de 50 estudantes do curso de Farmácia participam da ação, após passarem por uma capacitação com profissionais da área da cosmetologia. O encontro preparatório ocorreu no início de outubro e contou com a presença da farmacêutica Cristiane de Griotte, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Dove, que ministra uma palestra sobre hidratação e doou produtos para as atividades. Esse encontro também contou com a participação do farmacêutico Ricardo Vasconcelos, da Axigram, que conduziu dinâmicas sobre fotoproteção e linguagem acessível na comunicação com o público.

Durante a semana, os participantes realizam testes de hidratação da pele e oferecem orientações personalizadas, considerando diferentes fototipos e condições de exposição solar. “A ideia é promover o autocuidado e a prevenção de doenças, como a ceratose actínica e o câncer de pele, incentivando hábitos simples que podem melhorar a saúde e o bem-estar no envelhecimento”, destacou Gislaine.

Além do impacto social, a docente ressalta o caráter formativo da iniciativa. “Queremos contribuir para a formação de profissionais mais humanos, capazes de dialogar com a comunidade e entender seu papel como agentes de transformação”, afirmou.

O evento tem como objetivo oferecer orientações práticas sobre fotoproteção e hidratação

A ação também integra o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante Maria Eduarda Eid Martins, que participa de toda a organização e coordenação do projeto. Ex-presidente da Liga Acadêmica de Cosmetologia da FCF, a aluna utilizará os dados coletados durante as atividades em sua pesquisa. “Está sendo uma experiência muito legal e um grande prazer. Conseguimos amostras de produtos e levar esse conhecimento sobre saúde para a população é muito importante, tanto para a universidade quanto para a comunidade”, disse.

Para Gislaine, a expectativa é que o SEAPEC se torne uma ação anual dentro da FCF, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão. “Temos muito conhecimento dentro dos laboratórios, e é fundamental que ele ultrapasse os muros da universidade”, completou.

Graduandos em Farmácia participam do XXXIII Congresso de Iniciação Científica da Unicamp

por Gustavo Teramatsu

Os Congressos de Iniciação Científica da Unicamp, realizados anualmente, visam apresentar os resultados dos projetos de Iniciação Científica e Tecnológica desenvolvidos na Universidade. Esses eventos contribuem para o aprimoramento das habilidades essenciais à pesquisa acadêmica e favorecem a interação entre pesquisadores de diferentes níveis e áreas.

A 33ª edição do Congresso acontecerá entre os dias 22 e 24 de outubro de 2025. As sessões de pôsteres acontecem das 15h30 às 17h30.

Participarão 41 graduandos do curso de Farmácia da Unicamp, além de uma graduanda em Medicina, uma graduanda em Odontologia e uma mestranda em Ciências Farmacêuticas que desenvolveram iniciação científica orientadas por professoras da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

Doutorandos da Unicamp estão convidados a participar do Congresso na condição de avaliadores.

Apresentações em 22/10/2025 (Exatas e Tecnológicas)

NomeOrientaçãoTítuloPainel
Bruna Cavalcante Ferreira PaulinoPedro Paulo CorbiEstudos biofísicos e de atividade antiproliferativa de complexos de Ag(I) e Au(I) sobre painel de linhagens de células tumoraisE0207
Caroline Abe dos SantosPriscila Gava MazzolaAnálise da qualidade e estabilidade de filmes orodispersíveis contendo capsaicina como princípio ativoT0246
Eduardo Luis de AraujoRodrigo Ramos CatharinoAnálise de adulteração de creatina por espectrofotometria de infravermelhoT0247
Mariana Minski FurtadoKarina Cogo MüllerAvaliação da eficácia conservante da etilhexilglicerina em emulsão aniônicaT0245
Melanie Andery BissolliLjubica TasicDesenvolvimento e caracterização de hidrogéis de polissacarídeos sulfatados com potencial terapêutico anticoagulante para uso dérmicoE0201
Rafael Magno Basilisco TorresMiriam Dupas HubingerObtenção de encapsulado de própolis vermelha por coacervação complexaT0287

Apresentação em 24/10/2025 (Biomédicas)

NomeOrientaçãoTítuloPainel
Ana Beatriz Alves Bomfim dos SantosMary Ann FoglioEstudo fitoquímico de Pterodon pubescens Benth e Cordia verbenacea DC sob perspectiva farmacológicaB0082
Ana Carolina Eloy MarcioPatricia MorielFrequência de variantes genéticas no gene DPYD em pacientes oncológicos do Sistema Único de SaúdeB0084
Ana Clara Leal MachadoBruno Bueno SilvaAtividade antimicrobiana de um gel dental não-fluoretado contendo Própolis Verde 7%B0316
Bruna Eduarda Siqueira da SilvaFernanda Ramos GadelhaInfluência de compostos metálicos na atividade da tripanotiona redutase em tripanossomatídeos: abordagens para o desenvolvimento de terapias contra Doença de Chagas e LeishmanioseB0410
Caio Bossolan CorreaJörg KobargComparação dos substratos fisiológicos da NEK6 e NEK7 usando a abordagem ShokatB0076
Carolina Luchesi CanizaresPatricia MorielInfluência da ancestralidade na frequência de variantes genéticas no gene ABCB1B0085
Flora Cardoso da SilveiraLuciana Politti CartarozziEmprego do CBD como agente antioxidante na fusão axonal em ratos LewisB0425
Gabriel Barbosa AlvesWanda Pereira AlmeidaEstudos de modelagem molecular da GSK-3β voltados para o desenvolvimento de inibidores como potenciais candidatos a fármacos para a Doença de AlzheimerB0093
Giulia Artioli ScumparimMary Ann FoglioSynsepalum dulcificum: estudo pré-clínico de citotoxicidade in vitroB0083
Gustavo Rosa BarbosaLaura de Oliveira NascimentoDesenvolvimento de formulação em pó de ficocianina inalatória para ação pulmonar anti-inflamatóriaB0080
Itala Lorrayne da Silva PereiraGislaine Ricci LeonardiEstudo de estabilidade de gel com extrato alcóolico de batata e metabissulfito para aplicação cosméticaB0074
João Eduardo Castelano da SilvaPatricia MorielAncestralidade genética e fenótipos da enzima CYP2D6 em pacientes oncológicos do Sistema Único de SaúdeB0086
João Gabriel Athayde LourençoPaulo Cesar Pires RosaDesenvolvimento, validação e aplicação de método por CLAE para quantificação de bilastina e conservantes parabenos em solução oralB0089
João Pedro Balzano Junqueira GuimarãesMarielton dos Passos CunhaReconhecimento de padrões genômicos relacionados a especificidade vírus-hospedeiro para o vírus Influenza A (H3N2)B0438
José Augusto Sakae DefendePatricia MorielImpacto de variantes genéticas em OPRM1 nas reações adversas e troca de medicamentos opioides de pacientes com câncer de pulmãoB0087
Julia Camargo LeporePatricia MorielAvaliação de possíveis associações entre variantes do gene ABCB1 e reações adversas em pacientes com tumores ginecológicos tratadas com paclitaxel e carboplatinaB0088
Júlia Gonçalves SilvaWanda Pereira AlmeidaSíntese e caracterização de acil-hidrazonas potencialmente inibidoras da GSK-3βB0094
Karin Lucchesi OliveiraWanda Pereira AlmeidaSíntese e avaliação de derivados heterocíclicos de chalconas, via reação de aza-MichaelB0095
Karoline da Silva FariasKarina Cogo MüllerAvaliação dos efeitos dos pós-bióticos utilizados em produtos cosméticos: atividade no crescimento bacteriano e na migração celularB0077
Laís Viana e SouzaTaís Freire GalvãoTendência de vendas de antidepressivos e registros de suicídio no BrasilB0092
Larissa Machado RodriguesPaulo Cesar Pires RosaMedicamento genérico e referência de mesilato de imatinibe 400mg: estudo comparativo do perfil espectroscópico e perfil de dissolução do comprimido revestidoB0090
Laura Previato De GrandeEder de Carvalho Pincinatomir-451a como potencial biomarcador de gravidade para Covid-19B0126
Leticia de Souza PaganiPriscila Gava MazzolaMembrana com Spondias mombin L. para tratamento de úlcera por pressãoB0091
Luciano Marchi de Souza MelloDaniel Fabio KawanoSíntese e avaliação biológica de um possível inibidor covalente da enzima guanina fosforibosiltransferase (GPRTase) como ferramenta terapêutica contra a giardíaseB0072
Luisa Pereira CardosoMarcelo Bispo de JesusDeterminação do perfil fenotípico baseado em imagem desencadeado por compostos que induzem apoptose ou necrose em células de câncer de mama da linhagem MCF-7B0428
Manuela Dainez AquottiCatarina Raposo Dias CarneiroAvaliação da transferência placentária de neomicina, ampicilina e sua combinação quando administrados durante a gestação. Validação do modelo de disbiose gestacionalB0069
Marcella Arruda FrançaCatarina Raposo Dias CarneiroCaracterização da expressão de PDE5 em modelos tumorais murinos para aplicações terapêuticas experimentaisB0070
Maria Carolina Santos GomesDaniel Fabio KawanoOtimização de parâmetros reacionais na síntese de glicerofosfolipídiosB0073
Maria Eduarda Eid MartinsGislaine Ricci LeonardiAvaliação do efeito imediato da radiofrequência de 2,4 MHz associado à formulação cosméticaB0075
Marina Assis e SilvaWanda Pereira AlmeidaSíntese e avaliação de quinazolinas e quinazolinonas frente a marcadores da doença de AlzheimerB0096
Matheus Augusto GermanoKarina Cogo MüllerAnálise do potencial de inibição de formação de biofilme da Sinvastatina contra isolados clínicos de Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis de pacientes diagnosticados com dermatite atópicaB0078
Mayara Grazielly Brito RocioRenato Simões GasparEspécies reativas de oxigênio medeiam a hiper-reatividade plaquetária induzida pelo colágeno oxidadoB0212
Mayara Hikari KishidaCristina Elisa Alvarez MartinezCaracterização fenotípica e molecular de isolados clínicos de Acinetobacter baumanniiB0401
Melina Zambrotti Machado DonatoniKarina Cogo MüllerSíntese, caracterização e atividade antimicrobiana de partículas de fosfato dicálcico dihidratado carregadas com polihexanida biguanidaB0079
Natasha Kelly Wilinski HodelLaura de Oliveira NascimentoWafers bucais com tetrahidrocurcuminoide para melhora da recuperação pós cirúrgica: desenvolvimento e caracterização físico-químicaB0081
Paloma Felix da SilvaFabio MonticoAvaliação dos efeitos do exercício físico e da ingestão de extrato da casca de jabuticaba (Myrciaria jaboticaba) sobre a sinalização hormonal esteroide durante a progressão tumoral em modelo de camundongo transgênico para o câncer de próstata (TRAMP)B0408
Raphael Dervalle FerrariAna Lucia Tasca Gois RuizAvaliação de estratégias para separação de carotenóides dos ácidos anacárdicos a partir do extrato do bagaço de caju (Anacardium occidentale)B0068
Sabrina Carvalho BrunelliCatarina Raposo Dias CarneiroTratamento neoadjuvante do câncer de mama com o fármaco LW-9 e avaliação de sobrevida livre de doença em modelo murinoB0071

Extensão: FCF faz divulgação científica através do humor

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp recebeu o comediante Rominho Braga para um stand-up com alunos de escola pública. A ideia foi mostrar que dá para falar de ciência e da vida universitária de um jeito leve e divertido — aproximando a Unicamp da comunidade externa.

Esse é um projeto de extensão realizado pelas professoras Valquíria Aparecida Matheus e Catarina Raposo Dias Carneiro, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC/Unicamp).

📚 Humor, ciência e educação juntos pra inspirar futuros universitários!

Jornal da Unicamp: Veneno de aranha age no controle de tumor cerebral

A picada da aranha armadeira (Phoneutria nigriventer), também conhecida como aranha da bananeira, muito comum no Sul e Sudeste do Brasil, causa dor extrema. O veneno pode provocar convulsão e até paralisia em adultos – em crianças e animais, há perigo de morte. Esse potente caráter neurotóxico atrai, há décadas, pesquisadores que investigam a ação da peçonha da espécie no sistema nervoso central e os efeitos nas células tumorais. Em tese de doutorado, desenvolvida pelo programa de Biologia Molecular e Morfofuncional do Instituto de Biologia (IB), a biomédica Natália Barreto dos Santos realizou testes laboratoriais com moléculas isoladas do veneno em amostras tumorais humanas. A capacidade de redução da migração de células de tumores cerebrais de diferentes graus de malignidade, como o glioblastoma (o mais agressivo e com alta mortalidade) foi identificada na pesquisa.

Além de ganhar o Prêmio Tese Destaque 2024/2025 da Unicamp, o trabalho resultou na criação de um biobanco de linhagens tumorais. Santos, ainda, dará continuidade à investigação das células isoladas durante o doutorado em seu pós-doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). “Conseguimos isolar duas moléculas que têm efeitos diferentes, mas complementares. Nós chamamos estas duas moléculas de LW9 e LW11. Já patenteamos a LW9 junto com um quimioterápico, fazendo um produto associado. Também vamos patentear a LW11 associada à LW9”, anuncia a pesquisadora.

“É muito importante esse caráter translacional, que sai da pesquisa básica para a aplicação humana”, indica a orientadora da tese, professora Catarina Rapôso, da FCF, que há mais de vinte anos pesquisa veneno de animais peçonhentos. “Sempre acreditei na aplicação farmacológica dos venenos.”

Santos coletou 14 amostras de células tumorais de pacientes do neurocirurgião João Luiz Vitorino Araujo, coordenador do Setor de Neurocirurgia Oncológica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e coorientador da tese. Após acompanhar as cirurgias realizadas na Santa Casa de São Paulo, a pesquisadora fez os testes em três amostras para analisar a responsividade às moléculas isoladas do veneno. “Vimos que tumores com diferentes graus, ou seja, independente do perfil molecular, foram responsivos ao veneno, reduzindo a migração. A ação funciona em diferentes gliomas”, explica.

A imagem mostra a professora Catarina Rapôso, orientadora da pesquisa. A professora está mostrando o recipiente onde as células tumorais foram congeladas
A professora Catarina Rapôso, orientadora da pesquisa: células tumorais coletadas foram congeladas e compõem um biobanco, possibilitando outros estudos

Biobanco

As amostras coletadas pela biomédica compõem agora um biobanco de linhagens tumorais. As células podem ser usadas em outras pesquisas da Unicamp. Se cultivadas em placas e congeladas, elas não morrem, explica a orientadora. “Foi um grande desafio trazer e acondicionar da melhor maneira possível, processar as amostras, congelar e depois descongelar para fazer os estudos, porque quando você extrai do paciente, ela é suscetível à contaminação por fungo ou bactéria. Há o risco de não sobreviver”, descreve Santos.

Em outubro, a biomédica dará início a uma parceria com a Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos. “Vou aprender técnicas novas e vou fazer análises para avaliar o mecanismo de ação da molécula para trazer para o laboratório e utilizar em outros estudos”, planeja a pesquisadora, que considera a premiação da Tese Destaque um reconhecimento de todo o esforço de pesquisa. “Nos incentiva a querer buscar melhores tratamentos para os pacientes e uma melhora de qualidade de vida para eles”, resume.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a cada ano há 11 mil novos casos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) – cérebro ou medula espinhal – no Brasil, dos quais 88% são no cérebro. Um dos grandes problemas do glioma, principalmente o glioblastoma, é que ele é um tumor que se difunde muito pelo parênquima, parte funcional do cérebro, composta pelos neurônios e células gliais, observa Santos. “Isso dificulta muito o tratamento. É por isso que ele é muito agressivo. Quando o cirurgião vai operar, ele não consegue pegar todos esses limites da difusão dos gliomas. Então fica ali parte do tumor e ele volta a crescer. O glioblastoma não tem cura. Mesmo que opere, responde pouco aos medicamentos”, acrescenta Rapôso.

A imagem mostra uma aranha armadeira, andando sobre o terreno de areia amarelada com pequena pedras
A aranha armadeira: peçonha tem efeito sobre células tumorais

Barreiras

Desde que começou a pesquisar o efeito do veneno bruto da aranha armadeira no SNC, a orientadora observou que ele era capaz de quebrar a barreira hematoencefálica. “Os vasos do cérebro são muito protegidos. Essa superproteção dos neurônios impede, muitas vezes, a ação dos medicamentos. Há medicamentos bons para um tumor cerebral que não chegam ao sistema nervoso central porque são barrados. Mas o veneno da aranha entra e altera essa barreira. Por cerca de doze horas ela fica aberta. Isso chamou muito a minha atenção e resolvemos investigar as células da glia”, diz.

Essas células existem em maior número que os próprios neurônios no sistema nervoso central, realizam as funções cognitivas e neurológicas e têm o papel de proteger e controlar a nutrição dos neurônios. O veneno da armadeira tem ação direta nos astrócitos, células da glia que, quando sofrem mutações, geram os gliomas. Essa ação reduz a invasividade nelas.

Em seu mestrado, Santos avaliou o veneno bruto e sua ação focada no glioblastoma, utilizando nos testes uma linhagem de glioblastoma que já existia no laboratório. No doutorado, em vez do veneno bruto, isolou as células e coletou as amostras humanas incluindo outros subtipos de gliomas menos agressivos, como o astrocitoma. “Estamos usando agora as células sintéticas. Isso é um passo muito importante para chegarmos a um fármaco, porque já testamos as sintéticas, que têm o mesmo efeito nos tumores”, explica Rapôso.

Diferentes tumores

De acordo com a orientadora, há também avanços da pesquisa com relação a outros tipos de tumores. “Temos agora um trabalho com câncer de mama cujo resultados são promissores”, diz Rapôso. O próximo passo são os testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Temos também parceria com uma clínica veterinária e uma outra pesquisa voltada para uso em animais, que pode resultar em um medicamento veterinário. São muitas etapas, mas estamos em um caminho promissor”, acredita a professora. “Câncer é uma doença que demanda controle, para que a pessoa, ou animal, tenha uma expectativa de vida longa e com qualidade. A pesquisa traz algo a mais para ajudar nesse controle”, indica.

Vida em Pesquisa: Estudo investiga potencial farmacológico de abelhas nativas sem ferrão

Texto de Hebe Rios publicado no Jornal da Unicamp

Fotografia de Cícero R. C. Omena

Tese disponível no Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp: Caracterização química dos voláteis em própolis de abelhas nativas


No inverno, quando pessoas com doenças respiratórias lotam hospitais e postos de saúde, parece ser ainda mais importante conhecer pesquisas que procuram novos medicamentos para combater esse tipo de mal. A partir de um estudo sobre o potencial da inalação de compostos voláteis das colmeias no tratamento de problemas pulmonares, uma hoje doutora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp iniciou uma nova investigação. Em busca de descobrir os potenciais farmacológicos das substâncias presentes em colmeias de abelhas sem ferrão nativas do Brasil, a pesquisadora Mariana Budoia Gabriel concentrou-se, em sua tese, no estudo dos compostos voláteis extraídos de amostras de própolis e geoprópolis.

“A variedade de espécies sem ferrão é tão grande quanto são raros os estudos sobre essas abelhas”, afirmou Mariana Gabriel. Segundo a pesquisadora, alguns estudos apontam haver mais de 300 espécies, e outros até mais de mil. Daí seu interesse em pesquisar as espécies nativas e desenvolver um método padrão, para análise dos compostos voláteis, que permitisse novos estudos do tipo.

A tese “Caracterização química dos voláteis em própolis de abelhas nativas” apresenta a análise de 74 amostras de espécies de diversas regiões do país. A pesquisadora busca identificar as diferenças e semelhanças na composição dos voláteis do (geo)própolis entre diferentes espécies de abelhas em uma mesma região e também amostras das mesmas espécies, mas em regiões diferentes do Brasil, levando em conta as condições geográficas, climáticas e botânicas. O estudo identificou, por exemplo, que o (geo)própolis de cada espécie de abelha apresenta um aroma característico.   

A pesquisa indicou que a composição química volátil do (geo)própolis de abelhas nativas brasileiras é determinada principalmente pela espécie de abelha, mais do que pela flora regional onde as resinas são coletadas. Conhecer a composição é um grande passo para novos estudos que avaliem o potencial farmacológico desses compostos. Para isso é necessário continuar estudando a diversidade de espécies do Brasil com o objetivo de identificar as aplicações farmacêuticas dos compostos voláteis. 

Assista à reportagem do programa Vida em Pesquisa:

FCF na mídia: Gel cicatrizante acelera tratamento de mucosite em pacientes oncológicos

Texto publicado originalmente no Portal da Inova — Agência de Inovação da Unicamp, com repercussão em outros veículos, incluindo o Jornal da Unicamp

Leia mais: Extrato de planta nativa do Brasil é usado em medicamentos para lesões cutâneas

Feito com extrato de planta nativa do Brasil, o gel tem sido utilizado em pacientes oncológicos para o tratamento de mucosite com testes que apontaram redução significativa no tempo de recuperação

Esta é uma das reportagens da série especial que compõe a Revista Prêmio Inventores 2025. A série destaca tecnologias da Unicamp licenciadas ou absorvidas pelo mercado e empresas spin-offs acadêmicas criadas no último ano. 

Texto: André Gobi – Inova Unicamp | Fotos: Pedro Amatuzzi – Inova Unicamp

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um gel para o tratamento de lesões cutâneas capaz de acelerar processos de cicatrização. Devido à sua eficácia, foi iniciado estudo clínico fase 2/3 com o gel em casos de pacientes oncológicos para o tratamento de mucosite oral — inflamações comuns em casos de cânceres de cabeça, pescoço e transplantes de medula óssea. 

O estudo que resultou no gel vem sendo realizado por um grupo multidisciplinar composto por pesquisadores de diversas unidades e centros da Universidade sob coordenação da pesquisadora Mary Ann Foglio, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp. Para o desenvolvimento do gel, foram usados extratos padronizados da Arrabidaea chica Verlot, sinonímia de Fridericia chica L., planta nativa do Brasil. 

A partir do extrato da planta, foram desenvolvidas composições farmacêuticas em sistemas de liberação micro e nanoparticulados e lipossomas, assim como os seus processos de obtenção, gerando duas tecnologias protegidas que podem derivar outros produtos para o tratamento de lesões cutâneas. As tecnologias foram licenciadas com apoio da Agência de Inovação Inova Unicamp para o Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina), que avançará no desenvolvimento e testes das tecnologias

Pesquisa já dura mais de duas décadas

A pesquisa que resultou no gel mucoadesivo cicatrizante teve início em 2003 com o estudo da variabilidade da espécie a partir de amostras da planta de diversas localidades do Brasil. Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o estudo monitorou as propriedades químicas e farmacológicas da planta e constatou que algumas de suas variedades produziam as substâncias com propriedades cicatrizantes em maior quantidade. 

Após o estudo dessas variedades aliado ao monitoramento dos componentes bioativos e estudos farmacológicos foi possível a padronização do extrato e desenvolvimento da formulação mucoadesiva. Esses dados permitiram o início dos estudos clínicos no ambulatório de oncologia de cabeça e pescoço do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp e, em seguida, foram ampliados para estudo multicêntrico no ambulatório de transplante de medula óssea do HC e na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), em Manaus, no estado do Amazonas.

Alternativa eficiente para pacientes em tratamentos oncológicos

Segundo Foglio, o principal uso do gel mucoadesivo tem sido para tratar a mucosite oral, condição que é um desafio no tratamento de pacientes com câncer, podendo surgir como efeito colateral da quimioterapia ou da radioterapia. Nesse sentido, o gel mucoadesivo se apresenta como uma alternativa eficiente para evitar infecções secundárias que comprometem ainda mais a saúde do paciente.

“Muitas vezes o paciente vai a óbito não pelo câncer em si, mas sim pela mucosite oral, que acarreta em outros problemas de saúde, até impedindo que o paciente se alimente”, diz a pesquisadora.

Ela explica que o tratamento da mucosite oral com o gel desenvolvido na Unicamp leva, em média, de dois a cinco dias. É um avanço significativo, considerando que o tratamento convencional com laser pode levar até quinze dias, aumentando o risco de outras complicações de saúde. Para chegar a essa média, foi realizado um estudo clinico randomizado, no qual foi comparado o uso do gel mucoadesivo à base de Arrabidaea chica com o uso de laser.  

“Essa redução no tempo de tratamento é muito importante, pois cada dia de um paciente oncológico faz toda a diferença. Quanto mais tempo com a ferida, mais o paciente está vulnerável”, ressalta Foglio.

Segundo a docente, com base nos dados obtidos até o momento, no ambulatório de transplante de medula óssea do HC, foi aprovado pelo comitê de ética, em abril de 2025, um adendo permitindo que todos os pacientes que desenvolverem mucosite oral, após a profilaxia com laser, poderão ser tratados exclusivamente com o gel mucoadesivo de Arrabidaea chica Verlot. 

Apresentação adequada pode viabilizar o produto 

A atual fase da pesquisa está focada em desenvolver uma apresentação que possibilite o armazenamento do produto em temperatura ambiente, o que diminuiria significativamente os custos de produção, transporte e armazenamento, segundo a pesquisadora.

O extrato da Arrabidaea chica possui um grande poder antioxidante que o leva a uma degradação muito rápida, sendo necessário mantê-lo sob refrigeração para que seja conservado. Uma apresentação que permita seu armazenamento em temperatura ambiente é fundamental para que o produto se torne viável comercialmente.

Tecnologia licenciada e potencial de mercado 

Mesmo em fase de testes, com apoio da Inova Unicamp, a tecnologia já foi licenciada para o Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina). Um dos interesses do Instituto na tecnologia é fazer com que ela chegue ao mercado e melhore a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com mucosite oral, explica Li Li Min, docente da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e coordenador de pesquisa do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI) Ibrachina e Ibrawork, que é residente no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, ambiente sob gestão da Inova Unicamp. 

“A Inova foi fundamental nesse processo, pois além de viabilizar a execução de um edital e seleção de projetos, também intermediou o licenciamento. A Agência tem sido uma parceira desde a entrada do CPDI no Parque da Unicamp”, ressalta Min. 

O contato entre a Ibrachina e a pesquisa com a Arrabidaea chica foi por meio do edital Open Innovation voltado para projetos de inovação na área da saúde humana, aberto pelo Instituto em 2024 dentro da Unicamp. Na ocasião, o projeto coordenado pela professora Mary Ann Foglio foi um dos selecionados pelo edital em um processo que contou com apoio da Inova Unicamp.

PRÊMIO INVENTORES 2025

Esta é a 18ª edição do Prêmio Inventores que a Inova Unicamp organiza com o propósito de reconhecer e valorizar os inventores engajados na transferência de tecnologias da Universidade e na criação de empresas spin-offs acadêmicas no último ano.

INVENTORES PREMIADOS NESTE LICENCIAMENTO:

Mary Ann Foglio (FCF), João Ernesto de Carvalho, Ana Lucia Tasca Góis Ruiz, Michelle Pedroza Jorge, Patricia Maria Wiziack Zago, Glyn Mara Figueira, Ilza Maria de Oliveira Sousa, Rodney Alexandre Ferreira Rodrigues, Leila Servat Medina (CPQBA), Marcos Nogueira Eberlin, Elaine Cristina Cabral Polcelli (IQ), Maria Helena Andrade Santana, Viviane Ferre de Souza (FEQ), Fabiana Volpe Zanutto (IB), Marcos Akira d’Ávila e Taís Helena Costa Salles (FEM) foram premiados na categoria Propriedade Intelectual Licenciada no Prêmio Inventores 2025, organizado pela Inova Unicamp.

PROGRAMAÇÃO DE HOMENAGENS DE 2025:

A Inova Unicamp organizou uma série de homenagens em comemoração ao Prêmio Inventores de 2025, como as reportagens relacionadas a casos premiados, disponíveis para leitura nos sites da Inova Unicamp e do Prêmio Inventores, bem como em formato e-book na Revista Prêmio Inventores.

No dia 19 de agosto, a Inova Unicamp também promoveu o Webinar Prêmio Inventores, compartilhando casos de sucesso na proteção da propriedade intelectual e transferência de tecnologia da Universidade. Assista à gravação do Webinar no YouTube da Inova Unicamp.

As fotos da cerimônia de comemoração estão disponíveis no Flickr da Inova Unicamp.

Os premiados também receberam um certificado de reconhecimento, confira a lista completa de todos os premiados no site do Prêmio Inventores da Unicamp.

A edição de 2025 tem o patrocínio de ClarkeModet e FM2S.

3. Saúde e Bem-Estar
Tecnologia voltada a ODS 3. Saúde e Bem-Estar.

FCF publica edital do Prêmio Egresso Destaque 2025

Egressos dos cursos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp há pelo menos cinco anos poderão concorrer ao Prêmio Egresso Destaque da Unicamp 2025.

O formulário de inscrição estará aberto de 5 a 30 de setembro de 2025. Entre os documentos necessários, estão uma carta de motivação, currículo atualizado, cópia de diploma e outros documentos. Os candidatos deverão ter perfil na Plataforma Alumni Unicamp.

O edital pode ser consultado abaixo:

Documentos
Deliberação CONSU-A-014/2023 — Cria o Prêmio Egresso Destaque da Unicamp e estabelece seu regulamento
Edital FCF n. 07/2025 — Prêmio Egresso Destaque da Unicamp

Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas oferta vagas para o PEC-PG

O Edital nº 12/2025 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) visa selecionar até 650 bolsistas estrangeiros, não brasileiros, para cursar programas de pós-graduação no Brasil por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG) — 100 na modalidade Doutorado Pleno, 350 na modalidade Doutorado Sanduíche e 200 na modalidade Mestrado Pleno.

A CAPES financiará as bolsas de estudo, cujos valores mensais são de R$ 2.100,00 para mestrado e R$ 3.100,00 para doutorado, além de um auxílio-saúde de R$ 400,00 mensais. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) arcará com o auxílio-retorno ao país de origem ao final do programa. Os custos de viagem para o Brasil e outras despesas iniciais são de responsabilidade do candidato.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas está ofertando vagas:

Vagas

Mestrado Pleno (até 24 meses): 3 vagas (Ljubica Tasic, Marta Cristina Teixeira Duarte e Priscila Gava Mazzola)

Doutorado Pleno (até 48 meses): 6 vagas (Laura de Oliveira Nascimento, Ljubica Tasic, Marcelo Lancellotti, Marta Cristina Teixeira Duarte, Mary Ann Foglio e Priscila Gava Mazzola)

  • Para o Mestrado Pleno e Doutorado Pleno: inscrições de 14 de agosto às 17 horas de 29 de setembro de 2025 (Horário de Brasília) e início dos estudos no primeiro semestre de 2026

Doutorado Sanduíche (entre 6 e 10 meses): 8 vagas (Ana Lucia Tasca Gois Ruiz, Catarina Raposo Dias Carneiro, Karina Cogo Müller, Laura de Oliveira Nascimento, Ljubica Tasic, Marcelo Lancellotti, Marta Cristina Teixeira Duarte e Priscila Gava Mazzola)

  • Para o Doutorado Sanduíche, o candidato precisa já ser aluno regular de doutorado em uma IES no exterior e ter cursado no mínimo um ano do programa. Inscrições de 1º de outubro às 17 horas de 30 de dezembro de 2025 e início dos estudos em agosto de 2026.

Idiomas: Português, Espanhol e Inglês

Países de origem dos candidatos

África (29 países): África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Botsuana, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Gabão, Gana, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Mali, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, República Democrática do Congo, República do Congo, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia, Togo, Tunísia e Zâmbia.

América Latina e Caribe (27 países): Argentina, Barbados, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Ásia (10 países): Bangladesh, China, Coreia do Sul, Índia, Irã, Líbano, Paquistão, Síria, Tailândia e Timor-Leste.

Europa (7 países): Armênia, Bulgária, França, Hungria, Macedônia do Norte, Polônia e Turquia.

Em outubro, disciplina eventual de pós-graduação abordará metodologias ativas e TDIC no ensino farmacêutico

Imagem gerada com inteligência artificial generativa

De 21 a 24 de outubro, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas receberá o professor Márcio Ferrari (UFRN) para a disciplina eventual “Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação no Ensino Farmacêutico“.

O curso tem apoio da CAPES, por meio do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação Estratégico de Consolidação dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu acadêmicos.

Serão oferecidas 30 vagas, com preferência para estudantes dos cursos de Doutorado e Mestrado em Ciências Farmacêuticas e do Programa Integrado de Formação — PIF da FCF.

Estudantes de outros programas de pós-graduação e estudantes especiais estarão em lista de espera e serão admitidos caso haja disponibilidade de vagas após as inscrições dos estudantes do PPG Ciências Farmacêuticas.

As inscrições seguirão o cronograma a seguir:

Cronograma

AçãoPeríodo
Inscrições22 a 26 de setembro
Formulário
O formulário será aberto às 9 horas do dia 22/9
Confirmação de interesse2 e 3 de outubro
Convocação da lista de espera6 a 10 de outubro
Encaminhamento da lista de matriculados à Diretoria Acadêmica10 de outubro
Oferecimento da disciplina21 a 24 de outubro

Informações sobre a disciplina:

CF087 — Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação no Ensino Farmacêutico

Docente: Prof. Dr. Márcio Ferrari (CCS / UFRN)

Turma: A

Créditos: 2 créditos

Carga horária: 30 horas práticas

Ementa: Reflexão crítica acerca do processo ensino-aprendizagem na era digital. Taxonomia de Bloom como instrumento no planejamento do processo de ensino-aprendizagem. Uso de metodologias ativa no processo de ensinagem e sua adaptação nos diferentes segmentos da educação farmacêutica. Acesso ao conhecimento por meio de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação como processo de dinamização dos ambientes de aprendizagem. Abordagem avaliativa por meio de simulação superando a mera memorização.

Conteúdo programático

  • Taxonomia de Bloom (revisada e digital) e domínios da aprendizagem
  • Metodologia Baseada em Projeto e em Simulação
  • Metodologia Baseada em Equipe (TBL)
  • Sala de aula invertida
  • Dinâmica de aprendizado – Fishbowl – Aquário
  • Painel interativo – cola e descola
  • Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação: Forms. Office – QRcode – questionário; Kahoot; Nearpod; Plickers; Poll
  • Everywhere; Socrative; Wordle.net
  • Avaliação com a técnica do OSCE (Objective Structured Clinical Examination).

Realização da disciplina

  • 21 de outubro (terça-feira), das 14h às 18h
  • 22 de outubro (quarta-feira), das 8h às 12h e das 14h às 18h
  • 23 de outubro (quinta-feira), das 8h às 12h e das 14h às 18h
  • 24 de outubro (sexta-feira), das 8h às 12h

Atenção: frequência mínima de 75% da carga horária para aprovação

Bibliografia