Inteligência Artificial

Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
Coordenadora
Profª Drª Laura de Oliveira Nascimento
Assistente Técnico
Gustavo Teramatsu
Apoio Administrativo
Raimunda Monteiro
Contato
posgraduacao@fcf.unicamp.br
(19) 3521 8123
(19) 3521 8125

O Guia de IA na Unicamp reúne diretrizes, princípios e orientações práticas aprovadas no âmbito da universidade (em consonância com a Deliberação CONSU-A-005/2026) para apoiar o uso ético, seguro e produtivo da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária.

Abaixo está o resumo dos pontos centrais abordados no documento:

1. Diretrizes Gerais e Postura Institucional

  • Apoio, nunca substituição: A IA generativa deve atuar como ferramenta de suporte à criatividade, ao pensamento crítico e à produtividade, e não em substituição à capacidade e à autoria humana.
  • Responsabilidade permanente: O usuário continua integralmente responsável (acadêmica, técnica, administrativa e juridicamente) pelo conteúdo final produzido com o auxílio de IA.
  • Validação humana obrigatória: Nenhum resultado gerado por IA deve ser utilizado sem revisão crítica humana, tendo em vista riscos de erros factuais, dados defasados e fontes inventadas (“alucinações”).
  • Transparência: O uso de IA deve ser devidamente declarado quando relevante para a produção acadêmica ou administrativa.
  • Ferramentas homologadas: Prioriza-se o uso de soluções institucionais ou recomendadas pela Unicamp, evitando credenciais corporativas em serviços externos não autorizados.

2. Princípios Norteadores

O documento estabelece cinco princípios essenciais para a comunidade:

  1. Supervisão Humana: Avaliação crítica mandatória de qualquer saída de IA.
  2. Transparência: Comunicação clara de quando e como a tecnologia foi aplicada.
  3. Adequação ao Contexto: Uso condizente com a natureza da tarefa e sensibilidade dos dados.
  4. Segurança da Informação e LGPD: Alinhamento estrito às normas do Escritório de Privacidade e do Comitê de Segurança da Informação (CSI) da Unicamp.
  5. Integridade Acadêmica e Técnica: Manutenção da autoria e cumprimento dos preceitos da administração pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência).

3. Gestão de Riscos e Classificação

O guia alerta para os principais riscos das ferramentas generativas:

  • Alucinações e erros factuais: Fabricação de referências ou dados incorretos com aparência verossímil.
  • Vieses e discriminação: Reprodução de distorções algorítmicas, contextuais ou de representatividade presentes nas bases de treino.
  • Vazamento e exposição de dados: Risco ao inserir dados protegidos por sigilo institucional, prontuários, dados pessoais ou pesquisas inéditas em modelos externos.
  • Engenharia social e fraudes: Uso malicioso para geração de phishing e deepfakes.

O guia adota uma matriz de risco:

  • Risco excessivo (vedado): Manipulação prejudicial, vigilância biométrica indevida e discriminação social.
  • Alto risco (exige supervisão rigorosa e avaliação de impacto): Aplicações em avaliações de estudantes, processos seletivos, diagnósticos em saúde e decisões administrativas de impacto.
  • Risco moderado: Sistemas de triagem ou recomendação inicial (exigem transparência e monitoramento).
  • Baixo risco: Assistentes de redação e apoio à produtividade cotidiana.

4. Regras Práticas

PermitidoNão permitido
Gerar ideias preliminares (brainstorming) e esboçosInserir dados sensíveis, sigilosos ou pessoais em IAs externas/não homologadas
Resumir e sintetizar documentos públicos ou não sigilososSubstituir a decisão humana em processos avaliativos ou deliberativos
Auxiliar na revisão ortográfica e estruturação textualProduzir laudos, pareceres ou artigos sem checagem minuciosa
Apoiar a formatação e escrita de trechos de código/programaçãoInserir dados de pesquisas inéditas com potencial de patente sem proteção prévia
Explorar formulações de perguntas e caminhos de buscaUsar o e-mail institucional para criar contas em plataformas de terceiros não aprovadas

5. Boas Práticas e Responsabilidades

  • Engenharia de Prompt e Checagem: Fornecer contexto claro, delimitar tarefas e confrontar qualquer fonte ou dado numérico diretamente com literatura primária e bases oficiais.
  • Papel Institucional: Cabe aos órgãos centrais (como a Detic e comitês correlatos) prover infraestrutura, governança e capacitação contínua, enquanto cabe aos docentes, pesquisadores, técnicos e estudantes agir com integridade, ética e cuidado com os dados públicos.

6. Declaração de uso de IA generativa

Em setembro de 2026, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unicamp publicou um modelo de declaração de uso de IA generativa que deve constar como anexo das dissertações e teses.

Em “outras atividades (especificar)”, recomenda-se utilizar a GAIDeT, taxonomia proposta por Suchikova e outros (2026).